A PARTIR DESTA SEXTA-FEIRA (30)

Segunda etapa regional dos Jogos Abertos Mato-grossenses acontecerá em Guiratinga

Promovida pela Secel, a competição reunirá 584 pessoas, entre atletas, técnicos e dirigentes

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Esporte

Foto: Divulgação/ Secel-MT

O município de Guiratinga (331 km de Cuiabá) será o palco, desta sexta-feira (30.08) até domingo (1º.09), da segunda etapa dos Jogos Abertos Mato-grossenses. O evento, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), contará com competições de basquetebol, futsal, handebol e voleibol, tanto no masculino quanto no feminino.

A cerimônia de abertura será realizada nesta sexta-feira, às 19h, no Ginásio Municipal Dedé Antunes, marcando o início das disputas que devem envolver cerca de 584 pessoas, incluindo atletas, técnicos e dirigentes.

Esta fase reunirá equipes da região Sul e Sudeste, abrangendo 13 municípios: Alto Garças, Alto Taquari, Campo Verde, Guiratinga, Itiquira, Jaciara, Juscimeira, Paranatinga, Primavera do Leste, Rondonópolis, Santo Antônio de Leverger, São José do Povo e Tesouro.

As próximas disputas regionais serão realizadas nos municípios de Juara (Médio Norte e Noroeste), Alta Floresta (Centro Norte e Norte) e Querência (Leste e Nordeste), enquanto a etapa da região Oeste e Sudoeste foi realizada na semana passada na cidade de Araputanga. Os campeões desta primeira etapa foram os municípios de Pontes e Lacerda (futsal feminino), Figueirópolis D’Oeste (futsal masculino), Cáceres (voleibol feminino), Curvelândia (voleibol masculino) e Várzea Grande (basquetebol feminino e masculino).

A etapa estadual dos Jogos Abertos Mato-grossenses está marcada para ocorrer na cidade de Sorriso, com as competições de basquetebol e voleibol programadas para os dias 18 a 20 de outubro, e os jogos de futsal e handebol entre 25 e 27 de outubro.

Para mais informações sobre o calendário e o período de inscrições de cada fase da competição, os interessados podem acessar o site oficial da Secel-MT.

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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