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Site Reclame Aqui cria mediação on-line de conflitos

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Das 30 mil reclamações recebidas diariamente pelo site, 22% ficam sem desfecho

Da Redação

 

O site Reclame Aqui acaba de lançar uma ferramenta on-line de mediação de conflitos. É a plataforma O Mediador, que pode ser utilizado por usuários ou não do site.

“Temos a expectativa de realizar entre 50 mil e 100 mil mediações por ano, aliviando muito o Judiciário”, diz Carlos Stumpo, CEO de O Mediador.

A mediação de conflitos está prevista em lei desde 2016 e tem o objetivo desafogar a Justiça e desburocratizar os processos.

Só o site Reclame Aqui recebe cerca de 30 mil reclamações diárias de consumidores insatisfeitos com produtos ou serviços prestados por empresas. Desse total, 78% são resolvidas após a publicação da queixa. Outras 22%, entretanto, ficam sem desfecho.

“Essas reclamações que não são resolvidas podem se transformar depois em ações judiciais. A mediação é um recurso que permite a solução de uma forma mais rápida”, afirma Stumpo.

Pela mediação, as partes envolvidas buscam uma solução diretamente entre si, através de um computador ou celular, fora do ambiente judicial.

O Reclame Aqui já tem 20 mediadores habilitados para trabalhar na plataforma. “Outros 140 estão sendo preparados. Nossa meta é chegar até o final do ano com um total de 200”, diz o CEO de O Mediador.

Segundo ele, a plataforma on-line também pode ser adquirida por empresas interessadas em mediar conflitos com seus consumidores. A ferramenta permite que a empresa faça um convite para o consumidor, que pode ou não aceitar a proposta.  Os mediadores têm acesso a esses casos e podem escolher quais querem mediar. Uma vez que estejam de acordo, é feita a mediação, e o problema pode ser resolvido.

 

 

Fonte: Veja 

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Tesouro Direto bate recorde em agosto com R$ 15 bi em investimentos

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Os investimentos no Tesouro Direto somaram R$ 15 bilhões em agosto, o maior valor da série histórica do programa. No período, foram realizados 1,32 milhão de operações.

Os resgates e vencimentos totalizaram R$ 17,22 bilhões, resultando em captação líquida negativa (quando o governo paga mais dinheiro aos investidores do que capta com novas aplicações) de R$ 2,21 bilhões.

O resultado foi influenciado principalmente pelos vencimentos do Tesouro IPCA+ 2026, que somaram R$ 11,3 bilhões, e do Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026, com R$ 1,5 bilhão.

Os títulos indexados à taxa Selic foram os mais procurados pelos investidores. As vendas do Tesouro Selic e do Tesouro Reserva alcançaram R$ 7 bilhões em agosto, o equivalente a 46,9% do total.

Os papéis indexados à inflação responderam por R$ 5,5 bilhões das aplicações (36,3%), enquanto os títulos prefixados somaram R$ 2,5 bilhões (16,7%).

Nas recompras antecipadas, os títulos atrelados à Selic também lideraram, com R$ 3 bilhões, ou 67,4% do total. Nesse caso, os títulos indexados à inflação (índices de preços) responderam por pouco mais de R$ 1 bilhão (22,9%), enquanto os prefixados, por R$ 423,6 milhões (9,7%).

Em relação ao prazo dos investimentos, a preferência foi por títulos com vencimento entre um e cinco anos, que concentraram 45,2% das vendas. Os com vencimento entre cinco e dez anos responderam por 43,2% das aplicações, enquanto os com prazo superior a dez anos representaram 11,7% do total.

As aplicações de até R$ 1 mil continuaram predominando entre os investidores e corresponderam a 55,7% das operações realizadas no mês. O valor médio por aplicação foi de R$ 11.366,43.

Estoque

O estoque do Tesouro Direto encerrou agosto em R$ 272 bilhões. O valor representa estabilidade em relação ao mês anterior, quando o estoque estava em R$ 272,3 bilhões, e crescimento de 43% na comparação com agosto de 2025, quando o estoque estava em R$ 190,2 bilhões.

Os títulos indexados à inflação permanecem como a principal parcela da carteira, com estoque de R$ 128 bilhões, o equivalente a 47,1% do total. Em seguida aparecem os títulos atrelados à Selic, com R$ 106,9 bilhões (39,3%), e os prefixados, com R$ 37,1 bilhões (13,6%).

Do total em estoque, R$ 20,2 bilhões (7,4%) vencem em até um ano. Os títulos com vencimento entre um e cinco anos somam R$ 131,4 bilhões (48,3%), enquanto aqueles com prazo superior a cinco anos alcançam R$ 120,5 bilhões (44,3%).

Investidores

O número de investidores ativos, aqueles que possuem aplicações no programa, chegou a 3,83 milhões em agosto. Em relação ao mês anterior, houve acréscimo de 23.962 investidores. Na comparação com agosto do ano passado, o avanço foi de 21,7%.

Já o número de investidores cadastrados atingiu 36,44 milhões. O programa registrou a adesão de 315.217 novos investidores no mês. Em 12 meses, o crescimento foi de 9,6%.



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