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Primeira-Dama de MT recebe projetos de leis do deputado federal Nelson Barbudo para reforçar a luta contra violência às mulheres Foto Secom – MT

Virgínia Mendes informou que a reunião com deputado foi muito positiva

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Política

Foto: Reprodução/Redes Sociais

A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, em visita ao deputado federal Nelson Barbudo em Brasília, protocolou a Carta Ofício pedindo ao parlamentar que leve aos demais parlamentares e senadores a necessidade de reformar a Constituição, que está ultrapassada, além do Código Penal, com a finalidade de fortalecer as leis em defesa das mulheres e dos vulneráveis.

“O deputado se prontificou a nos apoiar em relação à violência doméstica contra as mulheres. Precisamos de leis mais rigorosas, e ele concorda conosco. Estamos enfrentando muitos assassinatos de mulheres e muitas coisas horríveis estão acontecendo em todo o Brasil e também em nosso estado”, contou Virginia Mendes.

“Dona Virginia pode trazer as demandas, e nós vamos confeccionar as mudanças na legislação, a exemplo do endurecimento e aumento das penas, que atualmente são muito frouxas. Em outro artigo, queremos que sejam retirados os benefícios da progressão de pena, porque esses criminosos não podem ter esse direito. São criminosos contumazes e hediondos, e devemos ter uma legislação que os faça cumprir a pena em sua totalidade, presos e encarcerados”.

Nelson Barbudo entregou à primeira-dama de MT quatro projetos que já foram encaminhados. O primeiro trata do Projeto de Lei (PL) nº 2988/24 que prevê o endurecimento das penas para crimes hediondos; o PL nº 2992/2024 que dispõem sobre proteção rigorosa às mulheres, com o aumento as penas para crimes de violência contra as mulheres e criação de mecanismos de proteção efetiva.

Já o PL 3003/24 tem a finalidade combater a impunidade, eliminando brechas legais que permitam a impunidade, com a garantia de que todos os criminosos sejam devidamente punidos; e por último o PL 3067/24 que prevê a educação para cidadania, com a inclusão de disciplina no currículo escolar, tornando obrigatória a inclusão da disciplina “Cidadania”.
Virginia Mendes avaliou que a reunião foi positiva e que os encaminhamentos feitos pelo parlamentar despertaram ainda mais esperança. “Acredito que estamos no caminho certo. O deputado Nelson Barbudo entendeu nosso propósito e nossa luta. Estou otimista com as iniciativas apresentadas por ele”, afirmou.

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Advogado aciona Justiça contra Pivetta e pede conclusão de promoções de coronéis da PM

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Ação popular questiona decisão do Governo de Mato Grosso de não efetivar promoções previstas para 5 de setembro e pede medida liminar para obrigar Estado a dar andamento ao procedimento
O advogado Marco Antonio Souza e Silva ingressou com uma ação popular, com pedido de tutela liminar, contra o Estado de Mato Grosso e o governador Otaviano Pivetta, questionando a não conclusão das promoções de oficiais ao posto de coronel da Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT), previstas para o dia 5 de setembro de 2026.
Na ação, protocolada na Vara Especializada de Ações Coletivas da Comarca de Cuiabá, o advogado sustenta que a legislação estadual estabelece os dias 21 de abril e 5 de setembro de cada ano para a realização das promoções na Polícia Militar. Segundo o documento, havia cinco vagas para coronel e 15 tenentes-coronéis habilitados, mas as promoções não foram efetivadas na data prevista.
A ação ganhou força após declarações atribuídas ao governador Otaviano Pivetta. Conforme consta na petição, ao ser questionado publicamente sobre o assunto no dia 7 de setembro, Pivetta afirmou que ainda estava analisando a questão, que a promoção dos novos coronéis “não é prioridade” e que “às vezes não nomear é governar”.
Para Marco Antonio, a discussão não busca fazer com que o Poder Judiciário escolha quais oficiais devem ser promovidos. A tese apresentada é de que uma eventual margem de escolha do governador entre os militares habilitados não permitiria ao chefe do Executivo simplesmente deixar de concluir o procedimento previsto em lei.
A petição sustenta ainda que a paralisação pode atingir princípios constitucionais como legalidade, impessoalidade, moralidade e finalidade administrativa. O advogado argumenta que, caso exista algum impedimento técnico ou jurídico para as promoções, a razão deveria ser formalmente apresentada pela administração estadual.
Liminar pede explicações em 48 horas
Entre os pedidos apresentados à Justiça, Marco Antonio requer que o Estado entregue, no prazo de 48 horas, a íntegra do processo administrativo relacionado às promoções, incluindo a relação de vagas e habilitados, classificações, pontuações, atas da Comissão de Promoção de Oficiais, documentos enviados ao governador, pareceres jurídicos e eventuais ordens de adiamento.
O advogado também pede que Pivetta e o Estado sejam obrigados a apresentar, em até cinco dias úteis, os fundamentos jurídicos concretos que levaram à não conclusão das promoções. Além disso, solicita que a Justiça determine a continuidade e conclusão do procedimento em prazo a ser estabelecido judicialmente.
A ação também levanta a possibilidade de apuração de eventual desvio de finalidade eleitoral, caso documentos ou comunicações internas demonstrem que a postergação das promoções ocorreu por razões eleitorais ou por finalidade estranha às regras da carreira militar. A própria petição ressalva, porém, que essa hipótese não é apresentada como fato comprovado neste momento.
No mérito, o autor pede que seja reconhecida a ilegalidade da paralisação do procedimento após 5 de setembro caso não exista causa jurídica considerada idônea e que o Estado seja obrigado a concluir o processo por meio de decisão formal e fundamentada.
A ação foi assinada por Marco Antonio Souza e Silva, que atua em causa própria, e é datada de 8 de setembro de 2026.

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