Tragédia no Shopping Popular
Prefeitura disponibiliza secretarias para socorrer lojistas do Shopping Popular; local provisório é incerto
“O trauma emocional deixa muitas sequelas. Vamos criar um protocolo de atendimento junto à associação para atendimento às famílias”, disse Emanuel
Política
Atualizada às 18h24 – Visando amenizar o alto impacto sofrido pelos comerciantes do Shopping Popular que foi totalmente destruído por incêndio na madrugada desta segunda-feira (15), o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) anunciou, na tarde desta segunda-feira (15), uma série de medidas para amenizar o sofrimento que os lojistas do Shopping Popular ve passando com o incêndio de grandes proporções que atingiu o local nesta madrugada. As deliberações foram anunciadas durante uma reunião entre o chefe do Executivo municipal, do Legislativo cuiabano, do governo do Estado, da Assembleia Legislativa (ALMT) e da bancada federal.
Um dos principais questionamentos dos lojistas é o local onde os comerciantes poderão se instalar enquanto o local incendiado é recuperado. Emanuel explicou à imprensa que durante reunião com o governador em exercício, Otaviano Pivetta (Republicanos), foi sugerido que os lojistas pudessem se realocar no Ginásio Dom Aquino, espaço que fica nas proximidades.
Emanuel, por sua vez, apresentou a sugestão de instalar os comerciantes no campo de futebol, que fica na saída do Ginásio Dom Aquino. A decisão ainda não foi tomada e só será anunciada nas próximas horas durante reunião dos associados com o presidente do Shopping Popular, Misael Galvão.
“Uma sugestão que eu acho que é melhor: aquela área que é do município que fica atrás da quadra do Ginásio da Lixeira onde é o campo de futebol. É uma área plana, que sai do Ginásio Dom Aquino, muito grande, muito fácil de fazer a cobertura. Vocês podem utilizar o estacionamento do Shopping Popular”, disse Emanuel aos jornalistas.
Deliberações ao secretariado
O emedebista também anunciou demandas que foram repassadas ao seu secretariado. Cada pasta terá um encaminhamento para que as atividades no local sejam retomadas o mais rápido possível.
Secretaria de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico – Francisco Vuolo, foi incumbido de acompanhar o levantamento dos empresários que foram beneficiados com a linha de crédito anunciada pelo governo. Esse monitoramento, segundo Emanuel, ocorrerá por meio do Cuiabanco.
Secretária de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência – Helen Janayna Ferreira de Jesus: Vai fazer o acompanhamento psicológico e acolhimento das famílias envolvidas.
Juarez Samaniego, do Meio Ambiente, e o secretário Coronel Salles, da Ordem Pública, vão auxiliar na legalização das empresas e a documentação necessária para possíveis linha de crédito e se necessário segurança no local nesses próximos dias.
Secretária de Mobilidade Urbana – Luciana Zamproni: Vai cuidar do trânsito na região.
O vice-prefeito e secretário de Obras, José Roberto Stopa (PV), e a direção da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos, capitaneada por João Hauer, vão promover toda a limpeza da área utilizando maquinários, caminhões e toda nossa força de recursos humanos.
“O trauma emocional deixa muitas sequelas. Vamos criar um protocolo de atendimento junto à associação para atendimento às famílias, aos associados e seus familiares”, disse o prefeito.
Política
Advogado aciona Justiça contra Pivetta e pede conclusão de promoções de coronéis da PM
Ação popular questiona decisão do Governo de Mato Grosso de não efetivar promoções previstas para 5 de setembro e pede medida liminar para obrigar Estado a dar andamento ao procedimento
O advogado Marco Antonio Souza e Silva ingressou com uma ação popular, com pedido de tutela liminar, contra o Estado de Mato Grosso e o governador Otaviano Pivetta, questionando a não conclusão das promoções de oficiais ao posto de coronel da Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT), previstas para o dia 5 de setembro de 2026.
Na ação, protocolada na Vara Especializada de Ações Coletivas da Comarca de Cuiabá, o advogado sustenta que a legislação estadual estabelece os dias 21 de abril e 5 de setembro de cada ano para a realização das promoções na Polícia Militar. Segundo o documento, havia cinco vagas para coronel e 15 tenentes-coronéis habilitados, mas as promoções não foram efetivadas na data prevista.
A ação ganhou força após declarações atribuídas ao governador Otaviano Pivetta. Conforme consta na petição, ao ser questionado publicamente sobre o assunto no dia 7 de setembro, Pivetta afirmou que ainda estava analisando a questão, que a promoção dos novos coronéis “não é prioridade” e que “às vezes não nomear é governar”.
Para Marco Antonio, a discussão não busca fazer com que o Poder Judiciário escolha quais oficiais devem ser promovidos. A tese apresentada é de que uma eventual margem de escolha do governador entre os militares habilitados não permitiria ao chefe do Executivo simplesmente deixar de concluir o procedimento previsto em lei.
A petição sustenta ainda que a paralisação pode atingir princípios constitucionais como legalidade, impessoalidade, moralidade e finalidade administrativa. O advogado argumenta que, caso exista algum impedimento técnico ou jurídico para as promoções, a razão deveria ser formalmente apresentada pela administração estadual.
Liminar pede explicações em 48 horas
Entre os pedidos apresentados à Justiça, Marco Antonio requer que o Estado entregue, no prazo de 48 horas, a íntegra do processo administrativo relacionado às promoções, incluindo a relação de vagas e habilitados, classificações, pontuações, atas da Comissão de Promoção de Oficiais, documentos enviados ao governador, pareceres jurídicos e eventuais ordens de adiamento.
O advogado também pede que Pivetta e o Estado sejam obrigados a apresentar, em até cinco dias úteis, os fundamentos jurídicos concretos que levaram à não conclusão das promoções. Além disso, solicita que a Justiça determine a continuidade e conclusão do procedimento em prazo a ser estabelecido judicialmente.
A ação também levanta a possibilidade de apuração de eventual desvio de finalidade eleitoral, caso documentos ou comunicações internas demonstrem que a postergação das promoções ocorreu por razões eleitorais ou por finalidade estranha às regras da carreira militar. A própria petição ressalva, porém, que essa hipótese não é apresentada como fato comprovado neste momento.
No mérito, o autor pede que seja reconhecida a ilegalidade da paralisação do procedimento após 5 de setembro caso não exista causa jurídica considerada idônea e que o Estado seja obrigado a concluir o processo por meio de decisão formal e fundamentada.
A ação foi assinada por Marco Antonio Souza e Silva, que atua em causa própria, e é datada de 8 de setembro de 2026.
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