SEGURANÇA PÚBLICA

MAURO CRITICA NOVAMENTE INSTALAÇÃO DE CÂMERAS EM FARDAS POLICIAIS, DIZ QUE SÓ APÓS SUA PRISÃO

Enquanto o crime se organiza, nós batemos a cabeça. As leis são confusas, são frouxas, diz o governador

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Política

O governador Mauro Mendes (UNIÃO), que já se declarou publicamente, em diversas oportunidades ser totalmente contrário a instalação de câmeras nos uniformes policiais, voltou a subir o tom contra projetos que propõem a instalação de câmeras em uniformes policiais. Após declarar, há algumas semanas, que resistiria “até a última gota de sangue” contra a implementação desses dispositivos, o chefe do Palácio Paiaguás afirmou na última sexta-feira (21) que a instalação de câmeras em uniformes de policiais só ocorrerá após sua prisão e que essa não será uma política implantada em seu governo.

Mendes fez essa bombástica declaração durante o II Simpósio de Patrulhamento Tático no combate a facções criminosas. Participaram do evento diversas autoridades do ramo, além do secretário de Segurança de Minas Gerais, Rogério Greco, e o secretário de Segurança de São Paulo, Guilherme Derrite – que era contrário à instalação dos equipamentos, mas tem mudado seu discurso.
“Enquanto as facções crescem no país, enquanto o Brasil sofre e as pessoas se matam, a grande mensagem que vem de Brasília e a grande discussão e solução para a segurança é colocar câmera na farda de um policial. Para mim, isso é um completo absurdo e hipocrisia, inversão completa de valores. Nós queremos vigiar nossos policiais como se eles fossem os grandes criminosos deste país. Meu Deus, que loucura! Que loucura!”, disse Mendes, sob aplausos.
“Enquanto o crime se organiza, nós batemos a cabeça. As leis são confusas, são frouxas, são inadequadas, são antiquadas, são antigas e não estão à altura de combater esta nova realidade. Enquanto isso, o grande debate é se colocar ou não uma câmera nas fardas dos policiais. Eu queria dizer aos senhores, já disse e repito: aqui, no estado de Mato Grosso, só o dia que decretar minha prisão que eu vou autorizar a fazer isso”, disse o governador, para uma nova salva de palmas.
O deputado Wilson Santos (PSD) é o autor do projeto de lei que dispõe sobre a obrigatoriedade de instalação de câmeras de vigilância nas viaturas, aeronaves, embarcações, fardas e/ou capacetes dos policiais militares de Mato Grosso. O projeto tramita na casa de leis. Em uma das últimas movimentações, foi retirado da pauta de votação e discussão dentro da Comissão de Segurança Pública.
O governador afirmou ainda que o Brasil vem cometendo seguidos equívocos no combate à segurança. Ele citou que o Brasil é o 5º país do mundo que mais investe em segurança pública, mas, que em contrapartida, dentre 198 países, o é o 22º mais violento e mais inseguro do planeta.
“Olha que inversão. De 30 cidades mais violentas do mundo, 10 estão no Brasil”, contou. Para ele, se o Brasil não tomar as lições corretas no sentido de coibir o crime organizado, sofrerá grandes consequência”, explicou Mendes.

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Medida provisória abre novo crédito orçamentário para ressarcir descontos indevidos em benefícios do INSS

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O Congresso Nacional analisa medida provisória (MP 1378/26) que abre crédito extraordinário de R$ 547 milhões no Orçamento para ressarcir aposentados e pensionistas do INSS que sofreram descontos associativos irregulares.

O governo já havia editado uma MP com crédito de R$ 3,3 bilhões para esse pagamento em julho de 2025, após entendimento firmado com o Supremo Tribunal Federal (STF).

Depois disso, no entanto, a Corte decidiu que, nos casos em que segurados contestarem as respostas das entidades associativas, o pagamento deverá ser realizado mesmo que não sejam cumpridas etapas prévias previstas no acordo.

O STF também assegurou que a adesão ao acordo não impede o ajuizamento de ações judiciais contra a União e o INSS quando o pagamento não ocorrer administrativamente.

O prazo para a adesão ao ressarcimento administrativo acabou no dia 20 de junho de 2026.

Próximos passos
A MP 1378/26 tem validade imediata, mas precisa ser aprovada no Congresso Nacional para virar lei.

O texto será analisado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) e, em seguida, pelos plenários da Câmara e do Senado.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Marcelo Oliveira



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