VICE DE BOTELHO

Deputada defende que Botelho faça pesquisa para definir vice de sua candidatura

Qualquer um desses partidos tem legitimidade para indicar o vice

 

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Deputada estadual Janaina Riva (MDB) aconselhou ao pré-candidato a prefeito de Cuiabá, o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (União), fazer uma pesquisa para definir o nome que vai ocupar a vaga de vice de sua possível chapa na eleição municipal deste ano.
Essa questão já vem causando um certo desconforto dentro do arco de alianças do projeto. Partidos como o PP, PRD e Republicanos, não largam mão de fazer a indicação, o que tem provocado um certo racha.

“Um processo eleitoral, que tem uma articulação de 10 partidos, é claro que todo mundo quer puxar a sardinha para o seu partido. Eu acho que é natural isso, esse estresse também é super normal. O problema é se ninguém quiser ser vice. O bom é que a candidatura está indo, a maioria quer indicar um vice. O que sugeri ao presidente Botelho? Que fizesse uma pesquisa para identificar melhor o perfil do vice para poder ladear a candidatura dele”, disse.
A parlamentar reforçou seu posicionamento de que uma mulher deve ocupar a vaga devido às discussões de temas voltadas ao público, como o projeto de lei que equipara o aborto a um homicídio simples, punindo mais a vítima do que o estuprador.

“Nós vimos também outras discussões que principalmente tratam da mulher quando você fala de pena, para estuprador, quando você fala de violência doméstica, são pautas que estão muito vivas hoje na cabeça das pessoas, que uma figura feminina faz toda a diferença. Então, eu tenho dito isso ao Botelho, acho que as candidaturas da vice todas são legítimas, mas eu gostaria muito de ver uma mulher ocupando essa vaga para levar esse discurso”, defendeu.
“Não vejo que o pré-candidato a prefeito tenha que analisar partido. Nós somos um grupo só. Já estamos em 10 partidos, então qualquer um desses partidos tem legitimidade para indicar o vice”, acrescentou.

 

 

 

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Advogado aciona Justiça contra Pivetta e pede conclusão de promoções de coronéis da PM

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Ação popular questiona decisão do Governo de Mato Grosso de não efetivar promoções previstas para 5 de setembro e pede medida liminar para obrigar Estado a dar andamento ao procedimento
O advogado Marco Antonio Souza e Silva ingressou com uma ação popular, com pedido de tutela liminar, contra o Estado de Mato Grosso e o governador Otaviano Pivetta, questionando a não conclusão das promoções de oficiais ao posto de coronel da Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT), previstas para o dia 5 de setembro de 2026.
Na ação, protocolada na Vara Especializada de Ações Coletivas da Comarca de Cuiabá, o advogado sustenta que a legislação estadual estabelece os dias 21 de abril e 5 de setembro de cada ano para a realização das promoções na Polícia Militar. Segundo o documento, havia cinco vagas para coronel e 15 tenentes-coronéis habilitados, mas as promoções não foram efetivadas na data prevista.
A ação ganhou força após declarações atribuídas ao governador Otaviano Pivetta. Conforme consta na petição, ao ser questionado publicamente sobre o assunto no dia 7 de setembro, Pivetta afirmou que ainda estava analisando a questão, que a promoção dos novos coronéis “não é prioridade” e que “às vezes não nomear é governar”.
Para Marco Antonio, a discussão não busca fazer com que o Poder Judiciário escolha quais oficiais devem ser promovidos. A tese apresentada é de que uma eventual margem de escolha do governador entre os militares habilitados não permitiria ao chefe do Executivo simplesmente deixar de concluir o procedimento previsto em lei.
A petição sustenta ainda que a paralisação pode atingir princípios constitucionais como legalidade, impessoalidade, moralidade e finalidade administrativa. O advogado argumenta que, caso exista algum impedimento técnico ou jurídico para as promoções, a razão deveria ser formalmente apresentada pela administração estadual.
Liminar pede explicações em 48 horas
Entre os pedidos apresentados à Justiça, Marco Antonio requer que o Estado entregue, no prazo de 48 horas, a íntegra do processo administrativo relacionado às promoções, incluindo a relação de vagas e habilitados, classificações, pontuações, atas da Comissão de Promoção de Oficiais, documentos enviados ao governador, pareceres jurídicos e eventuais ordens de adiamento.
O advogado também pede que Pivetta e o Estado sejam obrigados a apresentar, em até cinco dias úteis, os fundamentos jurídicos concretos que levaram à não conclusão das promoções. Além disso, solicita que a Justiça determine a continuidade e conclusão do procedimento em prazo a ser estabelecido judicialmente.
A ação também levanta a possibilidade de apuração de eventual desvio de finalidade eleitoral, caso documentos ou comunicações internas demonstrem que a postergação das promoções ocorreu por razões eleitorais ou por finalidade estranha às regras da carreira militar. A própria petição ressalva, porém, que essa hipótese não é apresentada como fato comprovado neste momento.
No mérito, o autor pede que seja reconhecida a ilegalidade da paralisação do procedimento após 5 de setembro caso não exista causa jurídica considerada idônea e que o Estado seja obrigado a concluir o processo por meio de decisão formal e fundamentada.
A ação foi assinada por Marco Antonio Souza e Silva, que atua em causa própria, e é datada de 8 de setembro de 2026.

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