Economia
MT receberá mais recursos para combate ao coronavírus e melhorar a segurança pública
Economia
Da Redação.
Duas votações nesta quarta-feira, 14, garantiram aos estados e municípios mais recursos para o combate ao novo coronavírus e também para investimentos em segurança pública. Ao todo, estão previstos repasses de R$ 9,3 bilhões. Segundo o senador Wellington Fagundes (PL-MT), líder do Bloco Parlamentar Vanguarda, os valores da partilha ainda estão sendo apurados, mas “terão destinação fundamental como reforço financeiro a ações nesses dois setores”.
O maior valor, de R$ 8,6 bilhões deverá ser usado para a compra de equipamentos e materiais de combate à covid-19. O texto original destinava os recursos para o abatimento da dívida pública dos entes federados, com base na extinção do Fundo de Reserva Monetária, regido pelo Banco Central. Com as mudanças promovidas pelo Congresso, metade dos recursos irá para os estados e outra metade será destinada aos municípios.
O Fundo de Reserva Monetária foi criado em 1966 para que o Banco Central tivesse uma reserva para atuar nos mercados de câmbio e de títulos. Esse fundo foi constituído com base em alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Esse fundo, que não recebe novos recursos desde 1988, foi considerado irregular pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em 2016.
Em outra votação, em sessão remota, o Congresso Nacional concluiu a aprovação do Projeto de Lei do Congresso que libera crédito suplementar no valor de R$ 776 milhões para o Ministério da Justiça e Segurança Pública. O dinheiro será repartido entre os estados e o Distrito Federal para ser investido em segurança pública.
A matéria visa cumprir decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) determinando que a União está obrigada a repassar “imediatamente” aos Estados e ao Distrito Federal metade das verbas do Fundo Nacional de Segurança Pública originárias de receitas com loterias oficiais. O STF entendeu que esses recursos são classificados como “transferência obrigatória”.
“Com a restituição desse percentual, fica nossa expectativa de que os Estados possam, de fato, aperfeiçoar suas ações, conforme diretrizes do Plano Nacional de Segurança Pública e Defesa Social” – disse o senador Wellington Fagundes, durante votação da matéria.
Violência contra as Mulheres – Wellington fez questão de ressaltar que, em função da pandemia, o Brasil está vivendo um grande desafio na questão da segurança pública. Ele observou que ocorreu, de fato, em função das medidas de isolamento social, uma redução da criminalidade contra o patrimônio, com a diminuição de casos de roubos e assaltos. Por outro lado, cresceu a violência física e sexual contra as mulheres. “A tal ponto que já são recorrentes os alertas da Organização das Nações Unidas e Organização Mundial de Saúde, na qual pedem que governos tratem o tema como prioridade” – destacou.
Ainda durante a defesa da aprovação do projeto, Fagundes reafirmou a defesa pela construção de uma rede sólida de proteção às mulheres, com o aparelhamento do sistema de segurança, que possa absorver conhecimentos e experiências de projetos, citando como exemplo trabalhos desenvolvido em Mato Grosso, como o “Supere-se”.
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
Economia
Dólar cai quase 1%, e Ibovespa recua após tombo eleitoral
O mercado financeiro apresentou movimentos de acomodação nesta terça-feira (27), após a forte reação da véspera à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dólar fechou em queda próxima de 1% e ficou abaixo de R$ 5,35. A bolsa recuou cerca de 0,5%.

A sessão foi marcada pela correção cambial após a disparada da véspera e pela continuidade das perdas na bolsa, em meio às incertezas sobre a política econômica do próximo mandato, como a falta de definição do próximo ministro da Fazenda.
Principais números
- Dólar: R$ 5,349 (-1,07%);
- Mínima do dólar: R$ 5,316, por volta das 10h45;
- Dólar em 2026: queda acumulada de 2,55%;
- Ibovespa: 175.710,05 pontos (-0,51%);
- Petróleo tipo Brent: US$ 109,41 o barril (-1,20%).
Câmbio
O dólar à vista encerrou o pregão em baixa de 1,07%, a R$ 5,349, após subir mais de 8% na segunda-feira (26), quando a moeda estadunidense registrou sua maior alta diária desde janeiro de 1999.
A divisa recuou ao longo de toda a sessão e chegou à mínima de R$ 5,316 pela manhã. O movimento refletiu um ajuste de posições após a forte valorização anterior, provocada pela reação dos investidores ao resultado eleitoral. Em 2026, o dólar acumula queda de 2,55%.
Na véspera, o dólar havia avançado em meio à revisão de apostas que consideravam a vitória do senador Flávio Bolsonaro e às preocupações com a condução da política fiscal no novo mandato de Lula.
Nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou que o governo pretende perseguir o centro da meta fiscal e que a proposta será discutida com o Congresso Nacional.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também afirmou que a instituição poderá atuar no mercado cambial caso identifique disfuncionalidades.
No cenário internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas, subia cerca de 0,35% no fim da tarde, movimento contrário ao observado no mercado brasileiro.
Ibovespa
O Ibovespa fechou em baixa de 0,51%, aos 175.710,05 pontos, prolongando o movimento negativo após o tombo de quase 14% registrado na segunda-feira (26).
A queda ocorreu mesmo com a recuperação do câmbio, em uma sessão marcada pela continuidade dos ajustes nas carteiras de investimentos e pela cautela diante das perspectivas econômicas para o próximo mandato presidencial.
Entre os fatores que pressionaram a bolsa esteve o recuo de 1,20% do petróleo Brent, referência internacional para a commodity, que encerrou a US$ 109,41 o barril. As ações da Petrobras, com maior peso no Ibovespa, caíram 2%.
Com o novo recuo, o Ibovespa permaneceu nos menores níveis desde agosto, enquanto investidores aguardam definições sobre a equipe econômica e os próximos passos da política fiscal do governo.
* Com informações da Reuters
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