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Casa de Delegado da PC no interior de MT sofre disparos; ele é candidato a prefeito

Vale ressaltar que o delegado é pré-candidato a prefeito na cidade.

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Reprodução omatogrosso.com

O delegado da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, Eric Fantin, da cidade de Brasnorte (588 km de Cuiabá, BR-364), teve o seu imóvel atingido por disparos de arma de fogo no início desta madrugada de quarta-feira (19), por volta das 00h45. A Polícia Civil informou que, por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado, apura a ocorrência dos disparos de arma de fogo contra a residência, que é um imóvel alugado.

Vale ressaltar que o delegado é pré-candidato a prefeito na cidade. Imagens de câmeras de monitoramento mostraram o instante em que um suspeito chega ao local, em uma motocicleta, e efetua os disparos em direção ao imóvel, que funciona como escritório e residência.
“Esses criminosos estão tentando de todas as formas me fazer desistir, pois eles sabem que a gente vai corrigir tudo que eles fizeram de errado no nosso município. É lamentável que eles coloquem em risco a vida dos meus amigos para atingir o objetivo que eles querem. Mas, eu não vou desistir”, disse o delegado.
No exterior do imóvel foram encontradas várias marcas de tiros que danificaram a vidraça do escritório e deixaram estilhaços pelo local, além de nove cápsulas de calibre .380.
Policiais militares que atenderam inicialmente a ocorrência realizaram buscas na região, informaram que o suspeito não foi localizado. O delegado de polícia não estava no local no momento dos fatos.
A GCCO é a unidade da Polícia Civil responsável pela apuração de delitos que tenham policiais civis como vítimas.

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Júlio manda sindicalista deixar Assembleia durante discussão sobre reajuste

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O deputado estadual Júlio Campos (União) se irritou durante a mobilização de servidores do Judiciário pela votação do reajuste salarial de 6,8%, na manhã desta quarta-feira (9), Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O parlamentar interrompeu uma entrevista após ser questionado pelo presidente do Sinjusmat, Rosenwal Rodrigues dos Santos, e pediu que o sindicalista deixasse o local.

Júlio acionou a segurança da Assembleia e afirmou que Rosenwal deveria fazer sua manifestação fora do espaço onde concedia entrevista.

“Por favor, silêncio aí! Eu estou dando entrevista. Nos respeite! Você vai fazer discurso lá fora. Segurança! Tira esse moço daí, por favor. Está atrapalhando a entrevista”, disse o deputado.

A reação ocorreu em meio à pressão dos servidores para que a Assembleia cumpra a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que anulou a votação anterior do veto ao reajuste e determinou uma nova apreciação, desta vez com voto aberto e nominal. A matéria estava prevista para ser analisada nesta quarta-feira, mas acabou ficando fora da pauta, levando o sindicato a recorrer novamente ao Judiciário.

Após a discussão, Júlio afirmou que sua posição era favorável à categoria e que os servidores deveriam respeitar o espaço do Legislativo.

“Eu estou defendendo a causa do Judiciário. Eu estou defendendo a causa de vocês. Vocês têm que respeitar que é o Poder Legislativo. Aqui não é Judiciário. Respeite!”, declarou.

O embate ocorreu justamente em um momento de forte mobilização do Sinjusmat. O sindicato havia convocado os servidores para acompanhar presencialmente a sessão e pressionar pela derrubada do veto que impede, até o momento, a aplicação do reajuste de 6,8%.

A votação original ocorreu em dezembro de 2025, quando os deputados mantiveram o veto do então governador Mauro Mendes por 12 votos a 10. A Justiça anulou aquela deliberação porque ela ocorreu de forma secreta e determinou que o veto fosse novamente analisado em plenário, com registro individual dos votos.

A decisão judicial, porém, não garante automaticamente o reajuste aos servidores. Os deputados ainda precisam decidir se mantêm o veto ou se o derrubam, permitindo o avanço do projeto aprovado anteriormente pela Assembleia.

Com a ausência da matéria na pauta desta quarta, o Sinjusmat voltou a acionar o TJMT e pediu que a Corte determine a inclusão imediata do veto na ordem do dia. A decisão que anulou a votação prevê multa de R$ 50 mil por dia em caso de descumprimento, podendo atingir pessoalmente o presidente da Assembleia, Max Russi (Podemos).



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