Polêmico PL do Aborto

Presidente do TJ-MT diz que “é preciso responsabilidade com quem não nasceu’, no polêmico PL do Aborto no Congresso

Incisiva declaração ocorre em meio a uma repercussão nacional após a Câmara dos Deputados aprovar urgência a matéria na última semana

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TJ-MT

Presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Clarice Claudino da Silva, foi bem clara ao afirmar que os parlamentares precisam ter responsabilidade com “quem ainda não nasceu” ao comentar sobre o polêmico projeto que prevê prisão para mulheres que realizarem o aborto após 22 semanas, mesmo em caso de estupro, nesta segunda-feira (17).

“Esse não é o momento de nos posicionar, entretanto, chamamos a atenção para a responsabilidade à vida do cidadão, da criança e daquele que ainda não nasceu. Tudo isso é vida e merece a proteção do legislador”, disse no 1º dia da Semana Nacional dos Juizados Especiais.

Incisiva declaração ocorre em meio a uma repercussão nacional após a Câmara dos Deputados aprovar urgência a matéria na última semana. A ideia dela é equiparar o aborto de gestação acima de 22 semanas ao crime de homicídio, podendo fazer que mulheres que passam pelo procedimento tenham penas maiores até que seus próprios estupradores.

Atualmente, o procedimento só é permitido em 3 situações, que são: gestação decorrente de estupro, risco à vida da mulher e anencefalia fetal. O objetivo é equiparar a punição à de homicídio simples, que pode chegar a 20 anos. A pena valeria tanto para grávidas, quanto para quem realiza o procedimento.

Reações 

Legisladores de Mato Grosso reagiram fortemente à proposta através da imprensa e das redes sociais. A deputada Janaina Riva (MDB), foi uma das que se manifestou contrariamente, afirmando que muitas gestações ultrapassam facilmente as 22 semanas por conta da burocracia que as vítimas de violência enfrentam, inclusive na Justiça.

“Aqui não se trata da discussão de ser ou não favor da vida. Em condições normais e com uma Justiça célere, talvez 22 semanas seria um prazo razoável para quem foi estuprada conseguir autorização para abortar. Mas não é assim que acontece e muitas só conseguem o aval da Justiça

depois desse período. Outro fator é que mais de 60% dos estupros no País são de crianças entre 6 e 13 anos. A maioria sequer entende que o que está crescendo na sua barriga é um bebê e a descoberta da gravidez também acaba sendo tardia”, disse deputada Janaina na ocasião.

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Lei cria título de Cidade Amiga do Idoso para premiar iniciativas exemplares

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Cidades que se destacarem em políticas e iniciativas para assegurar um tratamento digno e um envelhecimento ativo às pessoas idosas passarão a ter o título de Cidade Amiga do Idoso. O reconhecimento está previsto na Lei 15.476, publicada nesta sexta-feira (24) no Diário Oficial da União. As regras já estão em vigor.

A lei tem origem no PL 2.119/2019, do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS). O projeto foi aprovado pelo Senado, com mudanças, em 2023 e voltou à Câmara. Em junho, foi aprovado pelos deputados e seguiu para a sanção.

Para concorrer ao título, a cidade precisa demonstrar que tem programas ou políticas públicas que fomentem a inserção social, cultural e política dos idosos. Na análise, são consideradas as iniciativas do município que favoreçam um envelhecimento ativo da população e o acesso dos idosos a serviços de qualidade nas áreas de:

  • transporte;
  • moradia;
  • participação social;
  • respeito e inclusão social;
  • participação cívica e emprego;
  • prédios públicos e espaços abertos;
  • comunicação e informação;
  • apoio comunitário e serviços de saúde;
  • segurança dos idosos.

Conselho

O responsável por conceder o título será um conselho com representantes dos governos federal, estaduais, distrital e municipais e das entidades representativas da população idosa. O título valerá por três anos, desde que sejam revalidados os compromissos assumidos. Se for comprovado o descumprimento, o título será cancelado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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