ESPERANDO PROVAS
CHICO 2000 SOBRE VEREADOR PAULO HENRIQUE: ‘NÃO TENHO HÁBITO DE CONDENAR NINGUÉM DE FORMA ANTECIPADA’
O chefe da Casa de Leis de Cuiabá comentou que o Legislativo precisa de mais informações
Política
O presidente da Câmara de Cuiabá, vereador Chico 2000 (PL), afirmou que qualquer decisão quanto a questão do caso do vereador Paulo Henrique (MDB), nesse momento, seria altamente precipitado, já que as investigações da Operação Ragnatela, da Polícia Federal contra o Comando Vermelho, no qual o emedebista é alvo, ainda não foram concluídas.
O chefe da Casa de Leis de Cuiabá comentou que o Legislativo precisa de mais informações ou acesso ao inquérito para que possam dar abertura a procedimento ético.
“Este presidente não tem o hábito de condenar ninguém de forma antecipada ou de forma precipitada. O que eu disse com relação ao vereador Paulo Henrique eu vou repetir aqui, nós precisamos de dados reais, de informações oficiais, a investigação tenho certeza que ela está continuando ainda. Não chegaram ao resultado final. Então nós precisamos ter posições finais desta investigação para que a partir daí, com a consciência tranquila e de forma muito serena, a casa também se posicionará”, ressaltou.
O presidente da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, vereador Rodrigo Arruda e Sá (PSDB), disse que aguarda uma posição da Procuradoria para que possa dar prosseguimento ao requerimento apresentado pela oposição ao prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), contra Paulo Henrique.
Assim como Chico, Rodrigo alega que o pedido não tem nenhuma prova concreta que demonstre qualquer possibilidade da participação do emedebista no esquema apurado na operação.
Conforme investigações da Polícia Federal, Paulo Henrique atuava como intermediador entre um grupo de servidores da prefeitura para liberação de licenças e alvarás para casas noturnas supostamente usadas no esquema para lavagem de dinheiro. Além disso, aponta que o vereador teria recebido algumas vantagens ilícitas por ter ajudado o grupo no esquema.
O emedebista nega que tenha participado de qualquer ação para ajudar a facção criminosa e disse que vai provar na Justiça sua inocência.
Política
Cattani cobra solução para sistema florestal e cancelamentos de CAR de pequenos produtores
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) cobrou providências da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a sessão plenária de quarta-feira (21), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Ele apontou a instabilidade do Sisflora (Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais), que controla a extração de madeira no estado, e o cancelamento do Cadastro Ambiental Rural (CAR) de pequenos produtores como problemas que prejudicam quem produz.
Segundo Cattani, o Sisflora está fora do ar há dias, e os empresários do setor não conseguem emitir notas, carregar cargas, nem vender a mercadoria. “Imaginem os senhores se isso acontecer em qualquer tipo de comércio. Se coloca no lugar desses empresários que estão aí sem poder vender o seu produto, sem poder comercializar há tantos dias por culpa do Estado, por culpa da secretaria”, afirmou.
O deputado lembrou que a falha inviabiliza quem produz. “É um sistema caríssimo, pago pelo Estado de Mato Grosso, mas que não funciona e dessa maneira inviabiliza os nossos grandes empresários e pessoas que produzem no setor florestal. Nós precisamos consertar isso.”
Cattani também relatou o caso de pequenos produtores do assentamento Pontal do Marape, que tiveram o CAR cancelado depois que outra pessoa registrou um cadastro sobreposto à área do assentamento. Segundo ele, sem o documento, as famílias ficam impedidas de acessar crédito e de produzir. “Hoje os pequenos produtores não conseguem acessar o crédito, não conseguem produzir, não conseguem fazer nada porque o CAR foi cancelado”, relatou.
O parlamentar questionou a atuação da Sema no caso. “Como é possível que a Sema aceite isso? E pior do que isso, como é possível, depois de comprovado que o CAR está sobreposto, não validar o CAR daqueles pequenos produtores e continuar validando o CAR da pessoa que fez numa área sobreposta?”.
Cattani dirigiu o pedido ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), e lembrou que, como prefeito de Lucas do Rio Verde, Pivetta criou um programa que regularizou as áreas rurais do município. “Peço ao senhor que mude o sistema e o modo de agir da secretaria para que de fato faça justiça aos produtores rurais do nosso estado. Que não seja perseguidora dos produtores rurais”, disse.
O parlamentar defendeu uma intervenção na pasta. “Não é para que ela acabe, nem para que não faça o seu trabalho. Pelo contrário, é para que faça o seu trabalho, mas de forma correta, sem ser perseguidora dos produtores rurais do nosso estado”.
Fonte: ALMT – MT
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