Escândalo Arroz importado

União já avalia cancelar leilão de arroz e exoneração de envolvidos no bombástico caso

A Conab negou qualquer interferência, favorecimento ou direcionamento do processo.

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Foto Guilherme Martimon / MAPA

ATUALIZADA às 10h07 – Segundo notícias veiculadas nesta segunda-feira (10), o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro e do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, reuniram-se com o presidente da Conab, Edegar Pretto, e o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, pela manhã em meio a polêmica envolvendo o leilão do arroz. De acordo com a publicação, eles avaliam a possibilidade do cancelamento ou a manutenção do leilão, até a necessidade ou não de exonerar pessoas envolvidas no certame. A situação tornou-se polêmica após empresas criadas por um ex-assessor do ex-ministro da Agricultura e ex-deputado federal, Neri Geller, que atua hoje no Ministério da Agricultura como secretário de Políticas Agrícolas, negociarem a venda de 44% do arroz importado vendido no leilão realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A Conab negou qualquer interferência, favorecimento ou direcionamento do processo. Neri Geller disse que não mantém contato com Robson e que nem sabia que ele havia participado do leilão.

 

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Júlio manda sindicalista deixar Assembleia durante discussão sobre reajuste

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O deputado estadual Júlio Campos (União) se irritou durante a mobilização de servidores do Judiciário pela votação do reajuste salarial de 6,8%, na manhã desta quarta-feira (9), Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O parlamentar interrompeu uma entrevista após ser questionado pelo presidente do Sinjusmat, Rosenwal Rodrigues dos Santos, e pediu que o sindicalista deixasse o local.

Júlio acionou a segurança da Assembleia e afirmou que Rosenwal deveria fazer sua manifestação fora do espaço onde concedia entrevista.

“Por favor, silêncio aí! Eu estou dando entrevista. Nos respeite! Você vai fazer discurso lá fora. Segurança! Tira esse moço daí, por favor. Está atrapalhando a entrevista”, disse o deputado.

A reação ocorreu em meio à pressão dos servidores para que a Assembleia cumpra a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que anulou a votação anterior do veto ao reajuste e determinou uma nova apreciação, desta vez com voto aberto e nominal. A matéria estava prevista para ser analisada nesta quarta-feira, mas acabou ficando fora da pauta, levando o sindicato a recorrer novamente ao Judiciário.

Após a discussão, Júlio afirmou que sua posição era favorável à categoria e que os servidores deveriam respeitar o espaço do Legislativo.

“Eu estou defendendo a causa do Judiciário. Eu estou defendendo a causa de vocês. Vocês têm que respeitar que é o Poder Legislativo. Aqui não é Judiciário. Respeite!”, declarou.

O embate ocorreu justamente em um momento de forte mobilização do Sinjusmat. O sindicato havia convocado os servidores para acompanhar presencialmente a sessão e pressionar pela derrubada do veto que impede, até o momento, a aplicação do reajuste de 6,8%.

A votação original ocorreu em dezembro de 2025, quando os deputados mantiveram o veto do então governador Mauro Mendes por 12 votos a 10. A Justiça anulou aquela deliberação porque ela ocorreu de forma secreta e determinou que o veto fosse novamente analisado em plenário, com registro individual dos votos.

A decisão judicial, porém, não garante automaticamente o reajuste aos servidores. Os deputados ainda precisam decidir se mantêm o veto ou se o derrubam, permitindo o avanço do projeto aprovado anteriormente pela Assembleia.

Com a ausência da matéria na pauta desta quarta, o Sinjusmat voltou a acionar o TJMT e pediu que a Corte determine a inclusão imediata do veto na ordem do dia. A decisão que anulou a votação prevê multa de R$ 50 mil por dia em caso de descumprimento, podendo atingir pessoalmente o presidente da Assembleia, Max Russi (Podemos).



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