EDNA EM PAUTA NOVAMENTE
Câmara pauta cassação de Edna na sessão desta quinta-feira, novamente
Trata-se da segunda vez que o pedido de cassação é colocado em votação
Política
ATUALIZADA ÀS 11h09 – O presidente da Câmara de Vereadores de Cuiabá, vereador Chico 2000 (PL), colocará hoje (6) em votação o relatório que pede a cassação da petista Edna Sampaio. O parlamentar explicou que o desfecho da Comissão Processante por quebra de decoro parlamentar será analisado por todos os vereadores. A petista é acusada de se apropriar da verba indenizatória que era destinada à então chefe de gabinete Laura Natasha de Oliveira.
Trata-se da segunda vez que o pedido de cassação é colocado em votação. Na primeira vez, Edna teve a perda do mandato declarada por 20 votos favoráveis. E parlamentar conseguiu reverter junto à Justiça e anular o processo por conta de erros protocolares, como excesso de prazo e cerceamento de defesa. Caso seja aprovado, a vereadora também terá seus direitos políticos suspensos por 8 anos.
“Amanhã eu colocarei o resultado do relatório -que pede a cassação de Edna – para votação no plenário e caso tenha votos suficientes declararemos a perda de mandato da vereadora. Caso contrário, vai pro arquivo’, emendou Chico 2000.
O escândalo veio à tona em maio do ano passado quando vazaram prints de conversas dela com a ex-chefe de gabinete. As informações indicaram que a parlamentar recebeu pelo menos R$ 20 mil em transferências feitas por Laura. As mensagens indicam que o dinheiro era referente à verba indenizatória que a servidora tinha direito. A parlamentar explicou, à época, que era usada apenas uma conta para custear os gastos do mandato.
Pedido de suspensão
Advogado Julier Sebastião, um dos integrantes da defesa da vereadora Edna Sampaio (PT) ingressou ainda na quarta-feira (5), com um novo pedido de liminar, questionando a decisão final da Comissão Processante e a convocação da sessão para que o parecer que pede a cassação da parlamentar seja apreciado.
“Nós já estamos aguardando uma decisão sobre a questão da defesa não ter sido notificada pela Comissão. E agora estamos questionando essa sessão que marcaram para cassar a vereadora. Vamos ver como o judiciário irá entender os pedidos”, disse o advogado Julier Sebastião.
O pedido alega que a defesa também não teria sido notificada da sessão da Comissão que aprovou por unanimidade o parecer pela cassação da vereadora, assim como os demais atos anteriores. O juiz Márcio Guedes é o responsável para analisar o pedido.
Política
Eleitores aprovam mudanças territoriais em quatro municípios de MT
Eleitores de quatro municípios de Mato Grosso aprovaram, em plebiscitos realizados no domingo (25), propostas de mudanças nos limites territoriais de Poxoréu, Primavera do Leste, Colniza e Cotriguaçu. As consultas populares ocorreram durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
Apesar da aprovação nas urnas, as alterações não serão imediatas e dependerão da tramitação e votação de projetos de lei na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
A expectativa é que o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE) comunique oficialmente nos próximos dias os resultados à Comissão de Revisão Territorial dos Municípios e das Cidades, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Após o recebimento das informações, serão elaborados e apresentados os projetos de lei necessários para dar continuidade ao processo de alteração dos limites municipais.
Nos municípios de Poxoréu e Primavera do Leste, a proposta de desmembramento do distrito de Nova Poxoréu, atualmente pertencente a Poxoréu, para sua incorporação à Primavera do Leste recebeu 41.590 votos favoráveis, o equivalente a 74,66% dos 55.706 votos válidos. Outros 14.116 eleitores, 25,34%, votaram contra a mudança.
Já em Colniza e Cotriguaçu, a proposta de transferir as ilhas de ocupação do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu, atualmente vinculadas territorialmente a Colniza, para Cotriguaçu também obteve ampla aprovação. Foram registrados 17.723 votos favoráveis, correspondentes a 86,61% dos votos válidos, enquanto 2.739 eleitores, ou 13,39%, se manifestaram contrários à proposta. A abstenção foi de 6.446 eleitores.
O procurador-geral da ALMT, Ricardo Riva, explicou que a Lei Complementar Federal aprovada em 2026 criou as condições legais para que o estado possa promover alterações nos limites territoriais entre municípios. Segundo ele, antes da nova legislação, leis estaduais que tratavam do desmembramento de áreas municipais eram declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal de Justiça, devido à ausência de uma norma federal que regulamentasse o procedimento.
Ricardo Riva destacou que a realização de plebiscito, isoladamente, não era suficiente para viabilizar as mudanças territoriais. “O processo exige o cumprimento de etapas legais, que incluem estudo de viabilidade municipal, consulta à população por meio de plebiscito, observância da legislação complementar federal e aprovação de lei estadual para formalizar a alteração dos limites entre os municípios envolvidos”, afirmou o procurador.
Legislação – Mesmo com a aprovação popular, a redefinição dos limites municipais não ocorre automaticamente. Segundo o subprocurador da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Gabriel Machado dos Santos, caberá ao Parlamento estadual analisar e votar as propostas legislativas que formalizarão as mudanças e estabelecerão as condições administrativas decorrentes da nova configuração territorial.
Entre os aspectos que deverão ser considerados estão a delimitação das áreas transferidas, a responsabilidade pela prestação dos serviços públicos e os impactos financeiros e orçamentários para os municípios envolvidos.
“Depois do plebiscito, sendo aprovada a proposta, a Assembleia terá que regulamentar essas questões por meio de lei. É nessa fase que serão definidos os limites territoriais e analisados os impactos administrativos e orçamentários. Não é uma mudança automática. Existe um procedimento legal que precisa ser concluído para que a nova configuração territorial seja efetivada”, explicou o procurador.
O consultor de Serviços Legislativos, Gabriel Lucas Scardini Barros, afirmou que é preciso apresentar um projeto de lei para cada alteração territorial, com as modificações necessárias nas leis que estabelecem os limites dos municípios envolvidos.
As matérias seguirão a tramitação legislativa ordinária, sem prazo específico para aprovação ou previsão de urgência. Dessa forma, o resultado favorável nas urnas representa uma etapa importante do processo, mas não determina quando as mudanças serão efetivamente implementadas.
“Será apresentado um projeto de lei para cada alteração territorial, com a modificação das leis que estabelecem os limites dos municípios envolvidos. Não há previsão de urgência para a apreciação das matérias. Os projetos seguirão os procedimentos regimentais da Assembleia Legislativa”, explicou Gabriel Barros.
Fonte: ALMT – MT
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