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Grêmio garante vaga nas oitavas da Libertadores com vitória sobre Huachipato

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Na noite desta terça-feira (04.06), o Grêmio entrou em campo pela terceira vez em sete dias e garantiu sua vaga nas oitavas de final da Conmebol Libertadores ao vencer o Huachipato por 1 a 0. O jogo, marcado por muita chuva, foi realizado no Estádio Arena do Grêmio e contou com um gol decisivo de Diego Costa logo no início da partida.

O Huachipato teve a primeira finalização do jogo, mas o chute saiu à direita do goleiro Marchesín, que apenas acompanhou a bola. Em resposta, o Grêmio abriu o placar aos 5 minutos. Após um escanteio cobrado curto por Reinaldo, Cristaldo cruzou na cabeça de Diego Costa, que não desperdiçou a chance e marcou o gol da vitória.

O Tricolor continuou criando boas oportunidades no primeiro tempo. Aos 20 minutos, Pepê quase ampliou o placar após uma jogada ensaiada em um escanteio curto, mas a bola caprichosamente acertou a trave. Soteldo também teve uma chance clara aos 31 minutos, mas o goleiro adversário fez uma grande defesa.

Com a chuva intensificando, o Grêmio voltou para o segundo tempo com uma alteração: Nathan Fernandes entrou no lugar de Galdino. O Huachipato começou pressionando e acertou a trave logo nos primeiros minutos, mas Marchesín fez uma defesa espetacular para manter o placar.

Reinaldo quase ampliou em uma cobrança de falta, mas a bola passou raspando a trave. Marchesín continuou sendo um dos destaques do jogo, fazendo mais uma defesa crucial aos 60 minutos.

O técnico Renato Portaluppi fez mais alterações estratégicas ao longo do segundo tempo. Aos 32 minutos, Du Queiroz e Carballo entraram nos lugares de Pepê e Cristaldo, respectivamente. Cinco minutos depois, Gustavo Martins substituiu Soteldo.

Apesar das tentativas do Huachipato, o Grêmio conseguiu administrar o placar até o apito final, garantindo a vitória e a classificação para as oitavas de final da Libertadores.

Com a vitória, o Grêmio alcançou nove pontos no Grupo C e garantiu sua vaga na próxima fase da competição. O próximo desafio do Tricolor será no sábado, 08 de junho, contra o Estudiantes, no Couto Pereira, em Curitiba, onde o time buscará a primeira colocação do grupo.

Fonte: Esportes





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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