Tudo cancelado
BOTELHO QUER MUDANÇAS NO REGIMENTO INTERNO APÓS POLÊMICA DE TÍTULOS A MINISTROS DO STF
Botelho disse que pediu para que que a Procuradoria Geral da Assembleia analise o caso
Política
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (União), estuda mudar drasticamente o Regimento Interno do parlamento para que a concessão de homenagens a personalidades tenha também o crivo do plenário.
O chefe da casa de leis de Mato Grosso, tomou essa decisão após acontecer a confusão causada com o cancelamento dos títulos de cidadãos mato-grossenses aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e Flávio Dino.
“Talvez mudamos o regimento para mandar isso [homenagens] para o plenário, hoje quem analisa é só a comissão, e eu já estou fazendo um estudo para mudar isso, para ir para o plenário para possibilitar que todos os deputados participem dessa discussão”, disse em recente entrevista à imprensa.
Quanto ao cancelamentos das homenagens, Botelho disse que pediu que a Procuradoria Geral da Assembleia analise o caso, antes de publicar no Diário Oficial a suspensão.
“Houve uma solicitação em relação a isso, encaminhei para a Procuradoria para que analise tudo e dê parecer. Quando tiver esse parecer técnico, jurídico, nós vamos externá-lo, mas o que eu posso dizer é que os deputados têm a prerrogativa de fazer propostas e de ser votado, agora também não concordo que votem numa semana, outra semana revoga, acho que não deveria ter aprovado, uma vez aprovado, não tinha que mexer com esse assunto”, destacou.
Os títulos aos ministros foram aprovados na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, que é presidida pelo deputado Gilberto Cattani (PL). Ele cancelou as homenagens alegando que foram concedidas de forma irregular e sem transparência em uma reunião extraordinária que contou apenas com membros suplentes da comissão.
No entanto, o autor dos requerimentos, deputado Valdir Barranco (PT), disse que todos os processos foram realizados e que nada foi feito as “escondidas”.
Política
Medida provisória abre novo crédito orçamentário para ressarcir descontos indevidos em benefícios do INSS
O Congresso Nacional analisa medida provisória (MP 1378/26) que abre crédito extraordinário de R$ 547 milhões no Orçamento para ressarcir aposentados e pensionistas do INSS que sofreram descontos associativos irregulares.
O governo já havia editado uma MP com crédito de R$ 3,3 bilhões para esse pagamento em julho de 2025, após entendimento firmado com o Supremo Tribunal Federal (STF).
Depois disso, no entanto, a Corte decidiu que, nos casos em que segurados contestarem as respostas das entidades associativas, o pagamento deverá ser realizado mesmo que não sejam cumpridas etapas prévias previstas no acordo.
O STF também assegurou que a adesão ao acordo não impede o ajuizamento de ações judiciais contra a União e o INSS quando o pagamento não ocorrer administrativamente.
O prazo para a adesão ao ressarcimento administrativo acabou no dia 20 de junho de 2026.
Próximos passos
A MP 1378/26 tem validade imediata, mas precisa ser aprovada no Congresso Nacional para virar lei.
O texto será analisado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) e, em seguida, pelos plenários da Câmara e do Senado.
Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Marcelo Oliveira
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