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Corinthians avança às oitavas de final da Copa do Brasil com vitória dramática sobre o América-RN

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O Corinthians garantiu sua classificação para as oitavas de final da Copa do Brasil ao vencer o América-RN por 2 a 1, na noite desta quarta-feira, na Neo Química Arena. Com gols de Yuri Alberto e Cacá, o Timão assegurou a vaga na próxima fase do torneio, enquanto Wenderson descontou para os visitantes. O resultado, somado à vitória por 2 a 1 no jogo de ida, fechou o placar agregado em 4 a 2 para a equipe de António Oliveira.

Primeiro Tempo

O Corinthians começou a partida com um susto logo aos três minutos. Em uma chegada do América-RN pelo lado direito, a bola foi cruzada na área para Norberto, que apareceu livre, mas cabeceou mal e mandou para fora.

A resposta do Timão veio aos dez minutos. Wesley deu um excelente passe para Yuri Alberto, que invadiu a área e chutou de perna esquerda, mas o goleiro Renan Bragança fez uma boa defesa. Bidon tentou aproveitar o rebote, mas sem sucesso. Aos 19 minutos, Félix Torres recebeu na área, girou e chutou com perigo por cima do gol.

O Corinthians encontrava dificuldades para furar a marcação do América-RN, mas criava oportunidades de perigo quando acelerava o jogo. Aos 41 minutos, Wesley foi acionado pela esquerda e tentou um passe para Bidon. A bola bateu na marcação e sobrou para Bidon, que rolou para Yuri Alberto. O atacante chutou firme com a esquerda e estufou as redes: 1 a 0 para o Timão.

O Corinthians quase ampliou a vantagem aos 48 minutos. Após uma boa trama ofensiva, Yuri Alberto recebeu um lançamento na área e ajeitou de peito para Fagner, que chutou em cima do goleiro Renan Bragança, perdendo a chance de aumentar o placar.

Segundo Tempo

O segundo tempo começou com um balde de água fria para o Corinthians. Mal deu tempo de administrar a vantagem, e o América-RN igualou o placar. Marquinhos cobrou um lateral, Félix Torres tirou de cabeça, mas Wenderson pegou a sobra na entrada da área e finalizou no cantinho, sem chances para Carlos Miguel, deixando tudo igual.

O Timão teve uma boa oportunidade para marcar o segundo gol aos 19 minutos. Hugo acionou Wesley, que fez uma boa jogada pelo lado esquerdo e rolou para Breno Bidon na entrada da área. Ele chutou colocado e a bola raspou o travessão.

Após tomar o gol, o Corinthians cresceu na partida e quase balançou as redes aos 32 minutos. Gustavo Mosquito tabelou com Fagner pela direita e cruzou rasteiro para Yuri Alberto, mas o atacante furou debaixo das traves.

No finzinho, aos 45 minutos, Cacá aproveitou uma sobra na área e colocou a bola no fundo das redes, garantindo a vitória alvinegra e a classificação para as oitavas de final da Copa do Brasil.

Próximos Passos

Com a vitória, o Corinthians avança para as oitavas de final da Copa do Brasil e agora aguarda o sorteio da CBF para conhecer seu próximo adversário. A equipe volta aos gramados na próxima terça-feira, quando enfrenta o Racing-URU pela Copa Sul-Americana, em busca da liderança do Grupo F e da classificação direta para o mata-mata do torneio continental. A partida será às 19h (de Brasília), na Neo Química Arena.

Este foi o primeiro jogo do Corinthians após a saída de Cássio, um dos maiores ídolos da história do clube, que pediu para antecipar a rescisão de seu contrato e já foi oficializado como reforço do Cruzeiro. A torcida do Timão, que compareceu em bom número à Neo Química Arena, celebra a classificação e já começa a sonhar com novas conquistas na Copa do Brasil e na Sul-Americana.

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS 2 X 1 AMÉRICA-RN

Local: Neo Química Arena, em São Paulo
Data: 22/05/2024
Horário: 20 horas
Árbitro: Lucas Paulo Torezin (PR)
Assistentes: Victor Hugo Imazu dos Santos (PR) e Rafael Trombeta (PR)
VAR: Rodrigo Nunes de Sá (Fifa-RJ)
Cartões amarelos: Wenderson (América-RN); Garro (Corinthians)

GOLS: Yuri Alberto, aos 41′ do 1ºT (Corinthians); Wenderson, aos 6′ do 2ºT (América-RN); Cacá, aos 45′ do 2ºT (Corinthians)

CORINTHIANS: Carlos Miguel; Fagner, Félix Torres, Cacá e Hugo; Raniele, Breno Bidon (Igor Coronado) e Garro (Fausto Vera); Romero (Gustavo Mosquito), Wesley (Pauliho) e Yuri Alberto (Pedro Raul). Técnico: António Oliveira

AMÉRICA-RN: Renan Bragança; Marcos Ytalo, Salazar, Alan, Hygor Ribeiro (Ferrugem) e Marquinhos (João Lucas); Norberto (Rafinha), Wenderson, Ferreira (Guilherme Guedes) e Souza; Gustavo Henrique (Paixão). Técnico: Marquinhos Santos

Fonte: Esportes





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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