SOLIDARIEDADE
VICE-GOVERNADOR RELATA SOFRIMENTO COM ENCHENTES NO RS E DIZ QUE FAZ O QUE PODE
Pivetta afirmou que muitos amigos e conhecidos moram em regiões afetadas pelas enchentes e cheias de rios
Política
O governador em exercício Otaviano Pivetta (Republicanos), que a exemplo de muitas famílias aqui em Mato Grosso, também possui familiares no Rio Grande do Sul, disse que se mantém atento à situação de calamidade por qual passa a população daquele Estado, por conta das chuvas. Natural de Caiçara, cidade no extremo norte gaúcho a 480 km da capital Porto Alegre, Pivetta afirmou que muitos amigos e conhecidos moram em regiões afetadas pelas enchentes e cheias de rios e ressaltou que tem procurado prestar auxílio.
No início do mês, o governador relatou ter ficado angustiado por, em dado momento, ter perdido o contato com familiares em meio às chuvas e alagamentos. Na ocasião, os parentes dele foram localizados pela polícia.
Nesta quinta, Pivetta, em coletiva de imprensa, explicou que sua família vive numa parte com considerável nível de altitude e disse que estão todos seguros. Entretanto, contou que tem muitos amigos atingidos pelas enchentes.
“Está tudo bem, minha família é de uma região alta do Rio Grande, mas eu tenho inúmeros amigos da minha geração, tenho amigos da minha história que estão na região afetada e estão sofrendo muito. Então eu como filho da terra, eu estou diariamente em contato tentando, da melhor maneira possível, participar e ajudar naquilo que a gente pode para recuperar e reconstruir Rio Grande do Sul”, relatou.
Segundo o governo Gaúcho, mais de 2 milhões de pessoas foram afetadas pelas cheias no Rio Grande do Sul. Até o momento, 76,5 mil pessoas foram resgatadas, segundo boletim da Defesa Civil divulgado às 18h de quinta. O estado contabiliza ainda 538.126 desalojados e 76.580 pessoas em abrigos. Foram confirmadas 149 mortes, diz a Defesa Civil.
Política
Medida provisória abre novo crédito orçamentário para ressarcir descontos indevidos em benefícios do INSS
O Congresso Nacional analisa medida provisória (MP 1378/26) que abre crédito extraordinário de R$ 547 milhões no Orçamento para ressarcir aposentados e pensionistas do INSS que sofreram descontos associativos irregulares.
O governo já havia editado uma MP com crédito de R$ 3,3 bilhões para esse pagamento em julho de 2025, após entendimento firmado com o Supremo Tribunal Federal (STF).
Depois disso, no entanto, a Corte decidiu que, nos casos em que segurados contestarem as respostas das entidades associativas, o pagamento deverá ser realizado mesmo que não sejam cumpridas etapas prévias previstas no acordo.
O STF também assegurou que a adesão ao acordo não impede o ajuizamento de ações judiciais contra a União e o INSS quando o pagamento não ocorrer administrativamente.
O prazo para a adesão ao ressarcimento administrativo acabou no dia 20 de junho de 2026.
Próximos passos
A MP 1378/26 tem validade imediata, mas precisa ser aprovada no Congresso Nacional para virar lei.
O texto será analisado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) e, em seguida, pelos plenários da Câmara e do Senado.
Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Marcelo Oliveira
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