Esporte
São Paulo vence Fluminense e segue invicto com Zubeldía
Esporte
O São Paulo conquistou sua quinta vitória em seis jogos com Luis Zubeldía à frente da equipe, ao vencer o Fluminense por 2 a 1, no Morumbis, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o Tricolor paulista entrou no G6 do campeonato e figura agora na quinta colocação.
O Fluminense abriu o placar com Keno, mas o São Paulo empatou com Bobadilla ainda no primeiro tempo. No segundo tempo, o São Paulo pressionou e encontrou o gol da virada com Arboleda, garantindo a vitória.
O Tricolor paulista dominou o jogo no primeiro tempo, criando várias oportunidades de gol, mas foi castigado com o gol do Fluminense aos 29 minutos. No entanto, Bobadilla empatou o jogo três minutos após o gol do Tricolor carioca.
No segundo tempo, o São Paulo continuou pressionando e encontrou o gol da virada com Arboleda, aos 39 minutos. O Fluminense, por sua vez, perdeu a chance de sair da zona de rebaixamento e jogar o Corinthians para o grupo dos últimos quatro colocados, permanecendo em situação delicada na tabela.
O São Paulo volta a entrar em campo na próxima quinta-feira, contra o Barcelona de Guayaquil, no Morumbis, às 21h (de Brasília), pela penúltima rodada da fase de grupos da Libertadores. O Fluminense, por sua vez, encara o Cerro Porteño, no mesmo dia, mas às 19h (de Brasília), no Maracanã, também pelo torneio continental.
FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 2 X 1 FLUMINENSE
Local: Morumbis, SP
Data: 13/05/2024
Horário: 20 horas
Árbitro: Anderson Daronco (FIFA-RS)
Assistentes: Lucio Beiersdorf Flor (RS) e Tiago Kappes Diel (RS)
VAR: Pablo Ramon Pinheiro (VAR FIFA – RN)
Gols: Keno, aos 29 do 1ºT (Fluminense); Bobadilla, aos 32 do 1ºT, Arboleda, aos 38 do 2ºT (São Paulo)
Cartões amarelos: Rodrigo Nestor, Alisson, Luciano, Igor Vinícius, Erick (São Paulo); Lima, Manoel, Alexsander (Fluminense)
Cartão vermelho: Fernando Diniz (Fluminense)
SÃO PAULO: Rafael; Igor Vinícius, Arboleda, Alan Franco e Patryck (Welington); Alisson, Bobadilla (Galoppo) e Nestor (Rodriguinho); Luciano, André Silva (Ferreirinha) e Juan (Erick). Técnico: Luis Zubeldía.
FLUMINENSE: Fábio; Marquinhos, Manoel (Felipe Andrade), Antonio Carlos e Diogo Barbosa (Marcelo); Martinelli (John Kennedy), Alexsander e Lima; Jhon Arias, Keno (Guga) e Kauã Elias (Terans). Técnico: Fernando Diniz.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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