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Flamengo decepciona e sofre segunda derrota seguida na Libertadores
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Em jogo da nona rodada do Brasileirão Feminino, o Flamengo foi até Belo Horizonte e venceu o América-MG, por 2 a 1, na noite desta segunda-feira (6), na Arena Independência. Com dois gols de Cristiane, as Meninas da Gávea conquistaram a terceira vitória consecutiva e já estão na sexta colocação no campeonato com 14 pontos.
O jogo
Nos primeiros minutos de partida, o Flamengo conseguia manter a posse de bola no campo ofensivo e buscava logo o primeiro gol. Aos oito minutos, as Meninas da Gávea criaram a primeira chance clara. Em escanteio na área, a bola sobrou para Cristiane, que chegou batendo e a bola passou muito perto da trave esquerda da goleira.
Aos 18’, mais uma boa chegada da equipe rubro-negra. Duda interceptou uma bola na intermediária, tabelou com Cristiane, invadiu a área pela esquerda e bateu forte. A goleira colocou para escanteio. Na sequência, Glaucia descolou belo passe para Gisseli, ela invadiu a área e bateu por cima da meta.
De tanto insistir, o Mengão abriu o marcador com ela, a mamãe Cris! A artilheira recebeu um passe em profundidade nas costas da defesa do América-MG, invadiu a área e bateu na saída da goleira: 1 a 0.
No último minuto do tempo regulamentar da primeira etapa, o América deixou tudo igual. Isadora derrubou Soraya dentro da área e a árbitra marcou o pênalti. A própria atacante foi para a cobrança e marcou o gol das mineiras: 1 a 1. As equipes foram para o intervalo com a igualdade.
Na volta para o segundo tempo, o América-MG ficava mais com a bola no campo de ataque, mas foi o Mengão que acabou marcando o segundo, novamente com Cristiane aos 9’. Duda fez boa jogada pela direita e cruzou na medida para a camisa 11 cabecear com estilo no contrapé da goleira: 2 a 1.
Após o gol, as Meninas da Gávea seguiram valorizando a posse de bola e era pouco ameaçado pelo América. Nos minutos finais, o Mais Querido soube administrar bem o resultado e saiu de campo com a terceira vitória seguida na competição.
Próximo compromisso
As Meninas da Gávea voltam a campo na próxima segunda-feira (13) para o clássico com o Fluminense, às 16h, no Luso-Brasileiro, pela 10ª rodada do Brasileirão Feminino.
Escalação do Flamengo
Karol Alves; Fabi Simões (Diovanna), Daiane, Núbia e Jucinara; Djeni, Duda (Crivelari) e Isadora (Naná); Gisseli (Laysa), Glaucia (Louvain) e Cristiane.
Técnico: Maurício Salgado.
Ficha técnica
América-MG 1×2 Flamengo
9ª Rodada do Campeonato Brasileiro Feminino
Local: Arena Independência-MG
Data e hora: 06/05/2024 às 21h
Arbitragem: Gisele Ferreira da Silva (MA), Caroline Costa Silva (MG) e Andressa Oliveira Pereira (MG)
Cartões amarelos: Sassá (AMG), Isadora (FLA), Louvain (FLA), Laysa (FLA) e Karol Arcanjo (AMG)
Gols: Cristiane (38’1º e 9’2ºT) e Soraya (44’1ºT).
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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