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Palmeiras vence Cruzeiro em partida emocionante e faz campanha de solidariedade às vítimas dos temporais

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O Palmeiras bateu o Cruzeiro, na noite desta segunda-feira (6), pelo placar de 2 a 1, no Estádio Castor Cifuentes, em Nova Lima (MG).

Os gols da partida, válida pela nona rodada do Brasileiro Feminino, foram anotados por Poliana e Lais Estevam – antes do duelo, as Palestrinas entraram com uma faixa para ajudar as milhares de vítimas dos temporais no sul do país, clique aqui para doar.

Palestrinas fazem ação antes da partida (Foto: Alê Torres/Staff Images Woman/CBF)

Com o resultado, o Verdão fica na segunda colocação da classificação geral com 19 pontos em nove jogos. No total são seis vitórias, um empate, duas derrotas, 19 bolas na rede e 11 gols sofridos.

As Palestrinas voltam a campo no próximo sábado (11), às 15h, no clássico contra o Santos, no Estádio Jayme Cintra, em Jundiaí-SP. Os ingressos promocionais já estão à venda pelo site palmeiras.soudaliga.com.br.

O duelo

Ocupando o campo de ataque desde o início da partida, o Alviverde encontrou espaços na defesa adversária. Aos 13 minutos, Brena cobrou falta pelo lado esquerdo, Poliana subiu mais alto que a marcação e cabeceou para inaugurar o placar. A jogadora Byanca Brasil empatou para o Cruzeiro, aos 17.

Continuando levando perigo para a meta da goleira Taty Amaro, aos 19, Taina Maranhão mandou um foguete de fora da área e Taty se esticou para fazer a defesa. Aos 25, Brena pegou firme na bola e arriscou um chute de longe, mas a arqueira mandou pela linha de fundo. Com pressão palmeirense, aos 35 minutos, Lais Estevam desarmou a zagueira na saída de bola do time adversário e finalizou, o chute foi desviado.

Com início de segundo tempo equilibrado, o Palmeiras encontrou a primeira chance aos quatro minutos, com Brena arriscando de longe. Aos oito, em cobrança de falta, Brena mandou na área e Poliana parou na arqueira.

O segundo tento alviverde aconteceu aos 12 minutos: Brena finalizou da intermediária, Taty espalmou e Lais aproveitou o rebote para balançar as redes.

A árbitra apitou o final de jogo antes do tempo mínimo de acréscimo e após protesto de ambas equipes, voltou atrás e a partida seguiu por mais dois minutos





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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