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Brasil conquista o decacampeonato no Sul-Americano Sub-20

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A Seleção Brasileira jogou bem, mas desperdiçou inúmeras oportunidades e permitiu a reação do Canadá na estreia de ambas no Torneio SheBelieves, em Atlanta, nos EUA. A equipe vencia por 1 a 0 e cedeu o gol de empate aos 31 minutos do segundo tempo. Depois, nos pênaltis, foi batida por 4 a 2. Ficou assim fora da final do torneio, que será entre Canadá e EUA. Vai disputar o terceiro lugar contra o Japão, na terça-feira (9).

O JOGO

A Seleção Brasileira começou em ritmo intenso, marcando a saída de bola e não dando espaço para as adversárias organizarem as jogadas. Com cinco minutos, a equipe já tinha chegado à área das canadenses três vezes.

GOL DO BRASIL

O gol brasileiro era uma questão de tempo, embora o Canadá levasse perigo nos contra-ataques. Aos 20 minutos, Ludmila arrancou pela esquerda e foi derrubada dentro da área. Pênalti bem marcado,

Com personalidade, Tarciane pegou a bola e assumiu a responsabilidade. A zagueira de 20 anos cobrou muito bem e a Seleção abria o placar aos 21 minutos.

Tarciane mostrou personalidade na cobrança de dois pênaltis contra o CanadáTarciane mostrou personalidade na cobrança de dois pênaltis contra o Canadá

DOMÍNIO

Enganou-se quem imaginava que a Seleção Brasileira, com a vantagem no placar, diminuiria o ritmo. Aos 27, a goleira Sheridan evitou o segundo gol após um chute de fora da área de Jheniffer. Aos 31, Antonia pegou de primeira rebote da zaga e, da meia-lua, quase marcou. A bola passou rente à trave.

PRESSÃO MANTIDA

Aos 32, em outro bom ataque da Seleção Brasileira, a goleira Sheridan apareceu para interceptar o lance.  Minutos depois, Priscila fez boa jogada pela esquerda e finalizou de direita. Sheridan acompanhou com os olhos a bola passando perto do gol. O Brasil ainda criaria outra oportunidade no primeiro tempo, com Gabi Portilho.

Ela avançou pela direita, deixou a marcadora para trás, entrou na área, mas demorou a concluir. Foi aplaudida por todo banco de reservas da Seleção pelo esforço.

Brasil e Canadá se enfrentaram pela semifinal do Torneio SheBelievesBrasil e Canadá se enfrentaram pela semifinal do Torneio SheBelieves

EQUILÍBRIO

O Canadá voltou do intervalo mais agressivo. Ainda assim, o Brasil continuava com ímpeto. Oportunidades eram criadas de ambos os lados. As da equipe brasileira paravam nas mãos de Sheridan, a melhor do jogo. As do Canadá, em geral, saíam pela linha de fundo.

GOL DE EMPATE

Numa cobrança de escanteio pela esquerda, houve indecisão da zaga brasileira e Gilles se aproveitou para fazer o gol de empate. Eram 31 minutos de jogo e a Seleção Brasileira sentiu o baque.

MARTA E CRISTIANE

Com o passar dos minutos, antevendo que a definição de vaga para a final do SheBelieves seria nos pênaltis, Arthur Elias mandou a campo Marta e Cristiane, que entraram no lugar de Ludmila e Ana Vitória, respectivamente.

PÊNALTIS

E foi o que se deu. A partida terminou empatada graças à Sheridan, que os 49 minutos salvou sua equipe numa finalização de Yaya. Nas cobranças, Marta e Antonia não converteram e Cristiane e Tarciane marcaram. Mas não foi o suficiente para a Seleção Brasileira garantir a vaga. O Canadá venceu por 4 a 2.





AGÊNCIA DE ESPORTES

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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