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Palmeiras vence com gol no último minuto e leva vantagem mínima para o jogo de volta

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Em um jogo emocionante e cheio de reviravoltas, o Palmeiras conquistou uma vitória suada sobre o Botafogo-SP por 2 a 1 no Allianz Parque, em partida válida pelas quartas de final do Campeonato Paulista.

O duelo começou sem gols no primeiro tempo, com as duas equipes criando oportunidades e desperdiçando chances de abrir o placar. Na segunda etapa, o técnico Abel Ferreira realizou uma substituição decisiva, colocando Rony em campo no lugar de Raphael Veiga. O atacante não demorou a deixar sua marca, abrindo o placar após excelente jogada individual de Endrick e tabela com Mayke.

O Botafogo-SP não desistiu e teve oportunidades claras para empatar, com destaque para as chances de Matheus Barbosa e Negueba. No entanto, foi Rony quem voltou a brilhar, marcando um gol de cabeça, anulado pelo VAR por um impedimento controverso.

Quando tudo indicava que o jogo terminaria em empate, o Palmeiras mostrou sua persistência e determinação. Aos 53 minutos, Rômulo, com uma bela assistência, encontrou Estêvão, que finalizou com precisão e garantiu a vitória para o Verdão no último lance da partida.

Com o resultado, o Palmeiras leva uma vantagem mínima para o jogo de volta, que será disputado no dia 23 de maio no Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto. Enquanto isso, o Palmeiras volta a campo no domingo, quando enfrentará o Cuiabá pelo Campeonato Brasileiro. Já o Botafogo-SP terá um compromisso pela Série B na terça-feira seguinte contra o Mirassol.

A torcida palmeirense saiu do Allianz Parque comemorando a vitória suada, enquanto o Botafogo-SP terá que se superar no jogo de volta para tentar reverter a desvantagem no confronto. A expectativa é de mais emoções e lances decisivos no próximo encontro entre as equipes.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 2 X 1 BOTAFOGO-SP

Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Data: 02 de maio de 2024 (quinta-feira)
Horário: às 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Bruno Pereira Vasconcelos (BA)
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (Fifa-RJ) e Fernanda Kruger (Fifa-MT)
VAR: Igor Junio Benevenuto de Oliveira (Fifa-MG)
Cartão vermelho: nenhum
Cartões amarelos: Mayke, Abel Ferreira (técnico) (Palmeiras); Paulo Gomes (técnico), Gustavo Bochecha, Lucas Dias e João Costa (Botafogo-SP)
Público: 33.010 torcedores
Renda: R$ 1.958.227,64

GOLS
PALMEIRAS: Rony (aos 11 minutos do 2°T) e Estêvão (aos 52 minutos do 2°T)
BOTAFOGO-SP: Patrick Brey (aos 45 minutos do 2°T)

PALMEIRAS: Marcelo Lomba; Mayke, Luan, Murilo e Caio Paulista (Piquerez); Aníbal Moreno (Richard Ríos), Gabriel Menino (Fabinho) e Raphael Veiga (Rony); Lázaro (Rômulo), Estêvão e Endrick. Técnico: Abel Ferreira

BOTAFOGO-SP: Michael; Walisson, Lucas Dias e Bernardo Schappo; Matheus Costa, Patrick Brey, Emerson Negueba (Robinho), Matheus Barbosa (Douglas Baggio) e Gustavo Bochecha (Fillipe Soutto); Alex Sandro (João Costa) e Toró (Leandro Pereira). Técnico: Paulo Gomes





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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