REUNIÃO SOBRE SAÚDE

MAURO DIZ QUE ESTADO VAI SE REUNIR COM EMANUEL, SEM A PRESENÇA DELE

O prefeito Emanuel formalizou o pedido de reunião através de um ofício encaminhado ao governo

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Política

Governador Mauro Mendes (União), em entrevista nesta quinta-feira (2), afirmou que o governo do Estado vai se reunir com o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), porém, ele não estará presente. O chefe do executivo estadual destacou que não quer encontrar o prefeito para ouvir “bravatas e mentiras”, por isso irá designar equipes técnicas para dialogar sobre os problemas da Saúde da capital.

O prefeito Emanuel formalizou o pedido de reunião através de um ofício encaminhado ao governo. Na sexta-feira (26) ele publicou um vídeo no Instagram e propôs, pela primeira vez, que ele e Mauro se sentassem à mesa para buscar soluções para os problemas da pasta. Um dos assuntos a ser discutido é a transferência administrativa do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e São Benedito para o Estado. Mauro confirmou que recebeu o ofício.

“Fundamental que este diálogo seja feito com verdade, não com bravatas. E ele já começou mal, grava na rede social um videozinho, tive que desmenti-lo. Tive que abordar isso num programa nível nacional, falando para todo o Brasil, é lamentável isso. Agora ele oficializou, no final do mandato dele aprendeu a agir corretamente. Parabéns, recebi hoje, no final do dia, já encaminhei para nossa equipe técnica, mas eu não vou me reunir com ele para ficar ouvindo bravata, eu não tenho tempo para isso”, alegou.

Mauro afirmou que a condição para ter um diálogo com Emanuel seria o prefeito “parar de mentir”. Garantiu que uma data para a reunião será proposta, mas que ocorrerá com equipes técnicas do governo, não diretamente com ele.

“Mas já estou orientando as minhas equipes técnicas, Secretaria de Saúde, Casa Civil, na próxima semana eles devem marcar uma data para recebê-lo para uma discussão técnica, com números e com verdade, não com bravatas, com mentira, com números que não refletem a realidade”, comunicou.

Mauro se irritou com as falas de Emanuel de que “Cuiabá carrega a Saúde do Estado nas costas”, se referindo ao fato de que muitos pacientes atendidos na rede pública da Capital são oriundos do interior de Mato Grosso. O governador afirmou que irá provar que isso não é verdade.

“Nós vamos mostrar que estes últimos dias, quando ele fala que Cuiabá está carregando… ele está vivendo de uma lenda, de uma bravata, de uma mentira, nós temos números oficiais do Sisreg [Sistema de Regulação], da própria prefeitura para demonstrar que isso não é uma verdade e que ele está mentindo para a população”, explicou.

A Saúde de Cuiabá vive situação crítica, com unidades lotadas e população queixosa do tratamento recebido. Além de não ter qualquer plano de ação para a resolução do problema. Diante do cenário, uma possível nova intervenção do Estado voltou a ser discutida. A pasta esteve sob administração estadual entre março de dezembro do ano passado.

 

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Medida provisória abre novo crédito orçamentário para ressarcir descontos indevidos em benefícios do INSS

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O Congresso Nacional analisa medida provisória (MP 1378/26) que abre crédito extraordinário de R$ 547 milhões no Orçamento para ressarcir aposentados e pensionistas do INSS que sofreram descontos associativos irregulares.

O governo já havia editado uma MP com crédito de R$ 3,3 bilhões para esse pagamento em julho de 2025, após entendimento firmado com o Supremo Tribunal Federal (STF).

Depois disso, no entanto, a Corte decidiu que, nos casos em que segurados contestarem as respostas das entidades associativas, o pagamento deverá ser realizado mesmo que não sejam cumpridas etapas prévias previstas no acordo.

O STF também assegurou que a adesão ao acordo não impede o ajuizamento de ações judiciais contra a União e o INSS quando o pagamento não ocorrer administrativamente.

O prazo para a adesão ao ressarcimento administrativo acabou no dia 20 de junho de 2026.

Próximos passos
A MP 1378/26 tem validade imediata, mas precisa ser aprovada no Congresso Nacional para virar lei.

O texto será analisado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) e, em seguida, pelos plenários da Câmara e do Senado.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Marcelo Oliveira



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