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Palmeiras vira o jogo e conquista primeira vitória na Libertadores diante do Liverpool-URU

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Após faturar o tricampeonato paulista, o Palmeiras demonstrou sua força e garra ao conquistar uma vitória por 3 a 1 sobre o Liverpool-URU, de virada, no Allianz Parque, em duelo válido pela segunda rodada da fase de grupos da Copa Libertadores.

Com este resultado, o Verdão assumiu a liderança do Grupo F, com quatro pontos, mostrando sua determinação em buscar o bicampeonato continental.

A partida teve início com o Liverpool-URU abrindo o placar aos três minutos, com Rosso capitalizando um rebote da defesa palmeirense.

Porém, o Palmeiras não se abateu e buscou o empate nos minutos finais do primeiro tempo, com Aníbal Moreno cabeceando certeiro após cobrança de escanteio de Raphael Veiga.

No segundo tempo, o Palmeiras mostrou sua superioridade e virou o jogo com gols de Flaco López e Estêvão, demonstrando um jogo coletivo eficiente e determinado.

Mesmo com um gol anulado de Gómez por impedimento e chances perdidas, a equipe de Abel Ferreira consolidou a vitória e segue firme em busca de mais um título na competição sul-americana.

O próximo desafio do Palmeiras será contra o Independiente del Valle no Estádio Banco Guayaquil, em um confronto que promete ser decisivo para as pretensões do Verdão na Libertadores. Antes disso, a equipe estreia no Campeonato Brasileiro diante do Vitória, em Salvador, no domingo. Já o Liverpool-URU enfrentará o Montevideo Wanderers no Campeonato Uruguaio, em um novo capítulo de suas jornadas futebolísticas.

Com uma atuação sólida e determinada, o Palmeiras demonstrou sua capacidade de superação e qualidade técnica, deixando sua torcida orgulhosa e ansiosa por novas conquistas na temporada.

A jornada na Libertadores está apenas começando, e o Verdão promete lutar por mais vitórias e momentos memoráveis.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 3 X 1 LIVERPOOL-URU

Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Data: 11/04/2024
Hora: 21 horas (de Brasília)
Árbitro: Angel Arteaga (VEN)
Assistentes: Antoni García e Tulio Moreno (VEN)
VAR: Benjamin Saravia (CHI)
Cartões amarelos: Flaco López e Aníbal Moreno (Palmeiras); Miguel Samudio, Diego García, Agustín Cayetano, Matías Ocampo e Ignácio Rodriguez (Liverpool-URU)

GOLS
PALMEIRAS: Aníbal Moreno (aos 50 minutos do 1°T), Flaco López (aos 12 minutos do 2°T) e Estêvão (aos 20 minutos do 2°T)
LIVERPOOL-URU: Jean Rosso (aos 3 minutos do 1°T)

PALMEIRAS: Weverton, Marcos Rocha, Gustavo Gómez, Murilo e Piquerez (Vanderlan); Aníbal Moreno (Gabriel Menino), Richard Ríos e Raphael Veiga; Luis Guilherme (Rony), Estêvão (Mayke) e Flaco López (Endrick). Técnico: Abel Ferreira

LIVERPOOL-URU: Sebastián Lentinelly; Kevin Amaro, Matías de los Santos, Jean Rosso e Agustin Cayetano (Francisco Bregante) e Miguel Samudio (Ignacio Rodríguez); Lucas Lemos, Martín Barrios (Diego Rodriguez) e Diego García (Agustín González); Luciano Rodriguez e Matías Ocampo (Franco Nicola).
Técnico: Emiliano Alfaro





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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