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Atlético-MG vence Rosario Central na Arena MRV pela Libertadores

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Em uma emocionante partida realizada neste domingo no Mineirão, o Atlético-MG consagrou-se pentacampeão mineiro ao vencer o Cruzeiro por 3 a 1, de virada, em um confronto repleto de reviravoltas e muita emoção para as torcidas rivais.

O Galo conquistou a vantagem no agregado, já que o confronto de ida, na Arena MRV, terminou empatado em 2 a 2. Com um desempenho de alto nível, ambas as equipes disputaram cada lance com garra e determinação, proporcionando aos torcedores um espetáculo digno dos grandes clássicos.

A primeira etapa foi marcada por intensidade e chances de gol para ambos os lados. Porém, o lance mais polêmico do jogo ocorreu nos acréscimos do primeiro tempo, quando Hulk foi derrubado por Neris em uma jogada clara de gol, pediu pênalti, mas a arbitragem optou por não assinalar a penalidade, gerando polêmica e reclamações por parte do Atlético-MG.

No início do segundo tempo, aos seis minutos, o Cruzeiro abriu o placar com um gol de Mateus Vital, aproveitando um momento de desatenção da defesa atleticana. Contudo, o Galo não se abateu e aos 19 minutos conseguiu o empate com um belo gol de cabeça de Saravia, após cruzamento de Otávio.

A virada do Atlético-MG veio aos 32 minutos da etapa final, com Hulk convertendo um pênalti marcado após revisão do VAR, em lance que envolveu desvio na mão de Lucas Silva. O Cruzeiro chegou a marcar um gol logo em seguida, mas Dinenno estava em posição de impedimento, invalidando o lance.

E já nos acréscimos, o Galo ampliou a vantagem com um gol de Gustavo Scarpa, que saiu na cara do gol, driblou o goleiro e finalizou com precisão para selar o título do Atlético-MG e a festa da torcida alvinegra no Mineirão.

Com mais um título estadual em sua história, o Atlético-MG celebra a conquista do pentacampeonato mineiro e segue sua trajetória vitoriosa no cenário do futebol brasileiro. A rivalidade entre Galo e Raposa mais uma vez mostrou toda a intensidade e paixão que envolvem o clássico mineiro, deixando os torcedores com muitas emoções e lembranças deste grande confronto.





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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