Esporte
Ceará quebra sequência do Fortaleza e conquista o Campeonato Cearense em decisão emocionante
Esporte
Na tarde deste sábado (30), o Fortaleza e o Ceará protagonizaram um duelo intenso na Arena Castelão, pela primeira partida da final do Campeonato Cearense, que terminou em um empate sem gols, 0 a 0. Com um confronto equilibrado, as equipes não conseguiram balançar as redes, deixando a decisão do título para o próximo sábado (6), também na Arena Castelão, às 16h40.
O Fortaleza entrou em campo com uma formação tática diferente do habitual, adotando uma linha defensiva com três zagueiros e dando liberdade aos laterais para apoiarem o ataque. Em um jogo de forte marcação e disputa física, a única chance clara de gol na primeira etapa aconteceu logo aos 3 minutos, mas o goleiro João Ricardo fez uma boa defesa, impedindo o gol.
No segundo tempo, o técnico Juan Pablo Vojvoda promoveu a entrada de Marinho no lugar de Moisés, buscando maior movimentação e qualidade no ataque tricolor. O camisa 11 criou boas oportunidades, porém o Fortaleza não conseguiu converter em gol. Assim como no primeiro tempo, o goleiro João Ricardo se destacou com defesas importantes, assegurando o empate na primeira partida da final do Campeonato Cearense.
Com o resultado igualado em 0 a 0, a decisão do título estadual fica em aberto para a partida de volta, prometendo mais emoção e disputa intensa entre Fortaleza e Ceará. A expectativa é de um confronto ainda mais acirrado na busca pelo troféu do Campeonato Cearense.
FICHA TÉCNICA
Fortaleza 0 x 0 Ceará
Campeonato Cearense – Final – Ida
30/03/2024 – 16h40 – Arena Castelão
Arbitragem: Ramon Abatti Abel
Cartões Amarelos: Titi, Lucero, Bruno Pacheco, Britez (Fortaleza); Ramon Menezes, Lucas Mugni, Richardson, Jean Irmer, Raí Ramos (Ceará)
Cartões Vermelhos: Não houve
Público total: 33.131
Renda bruta: R$777.971,00
Fortaleza: João Ricardo; Dudu (Yago Pikachu), Britez, Kuscevic, Titi, Bruno Pacheco; Zé Welison, Lucas Sasha, Hercules (Calebe – Pochettino); Moisés (Marinho), Lucero (Thiago Galhardo). Técnico: Juan Pablo Vojvoda.
Ceará: Richard; Raí Ramos, Ramon Menezes, Matheus Felipe, Matheus Bahia (PV); Richardson (Jean Irmer), Lucas Mugni (Bruninho), Lourenço; Erick Pulga, Aylon, Facundo Barceló (Saulo Mineiro). Técnico: Wagner Mancini.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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