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Grêmio conquista o Heptacampeonato Gaúcho após vitória sobre o Juventude

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Em uma tarde emocionante neste sábado (06.04), o Grêmio fez história ao conquistar o heptacampeonato gaúcho, após uma vitória convincente por 3 a 1 sobre o Juventude, na Arena do Grêmio. Com este resultado, o time de Porto Alegre garantiu seu 43º título do Campeonato Gaúcho, aproximando-se do recorde do rival Internacional.

O confronto decisivo, que culminou com o Grêmio levantando a taça, teve início com um empate sem gols em Caxias do Sul, mas a equipe soube aproveitar o apoio de sua torcida na partida de volta para garantir a vitória no agregado.

Um Jogo de Reviravoltas

O Juventude surpreendeu ao abrir o placar logo aos cinco minutos, com um gol de Gilberto, que soube aproveitar um rebote do goleiro Caíque. No entanto, o Grêmio, demonstrando resiliência, virou o jogo ainda no primeiro tempo com gols de Cristaldo e Diego Costa, aos 42 e 44 minutos, respectivamente.

Administração e Vitória no Segundo Tempo

Na segunda etapa, o Grêmio mostrou superioridade ao administrar a vantagem e selar a vitória com um gol de Nathan Fernandes aos 43 minutos, após uma jogada de contra-ataque perfeitamente executada.

Um Título Histórico

Este título marca o retorno do Grêmio ao posto de heptacampeão estadual, façanha que não alcançava desde a década de 1960. Agora, o clube se prepara para buscar o recorde de oito títulos gaúchos consecutivos, atualmente detido pelo Internacional.

O Juventude, apesar da derrota, continua valorizado por sua única conquista do Gauchão em 1998, demonstrando ser uma equipe competitiva e capaz de desafiar os grandes do estado.

Um Momento para a História

A conquista do heptacampeonato pelo Grêmio não é apenas uma vitória esportiva, mas também um momento de celebração para a torcida tricolor, que viu seu time fazer história mais uma vez. Com 43 títulos gaúchos, o Grêmio reafirma sua posição como uma das forças dominantes do futebol no Rio Grande do Sul.

A partida deste sábado será lembrada como um exemplo de determinação, habilidade e paixão pelo futebol, elementos que fizeram do Grêmio o grande campeão gaúcho de 2023.

FICHA TÉCNICA

GRÊMIO 3 X 1 JUVENTUDE

Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Data: 06/04/2024
Horário: às 16h30
Árbitro: Rafael Rodrigo Klein
Assistentes: Rafael da Silva Alves e Maira Mastella Moreira
VAR: Daniel Bins

Cartões amarelos: Caíque, Villassanti e Soteldo (Grêmio); Jadson, Jean Carlos, João Lucas, Gilberto, Caique e Zé Marcos (Juventude)

GOLS: Gilberto, aos 5 do 1ºT (Juventude); Cristaldo, aos 42, Diego Costa, aos 44 do 1ºT e Nathan Fernandes, aos 43 do 2ºT (Grêmio)

GRÊMIO: Caíque; João Pedro, Pedro Geromel, Kannemann e Mayk; Pepê (Dodi), Villasanti e Cristaldo (Du Queiroz); Pavón (Nathan Fernandes), Diego Costa (JP Galvão) e Gustavo Nunes (Soteldo). Técnico: Renato Gaúcho

JUVENTUDE: Gabriel Vasconcelos; João Lucas (Kleiton), Rodrigo Sam, Zé Marcos e Alan Ruschel; Caíque, Jadson (Luis Mandaca) e Jean Carlos (Erick Farias); Edson, Lucas Barbosa (Nenê) e Gilberto. Técnico: Roger Machado





AGÊNCIA DE ESPORTES

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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