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São Paulo estreia na Libertadores com derrota

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O São Paulo começou sua jornada na Libertadores enfrentando o Talleres no estádio Mario Alberto Kempes, em Córdoba, na Argentina, e acabou perdendo por 2 a 1. Ramiro Rodríguez e Rubén Botta marcaram os gols dos donos da casa, enquanto Luciano descontou para os visitantes.

A partida não foi fácil para o São Paulo, que teve três jogadores titulares, Rafinha, Lucas Moura e Wellington Rato, saindo devido a lesões no primeiro tempo. A equipe ainda jogou com um homem a menos por um período de tempo, o que contribuiu para a derrota.

Apesar da derrota, o São Paulo terá a chance de se recuperar na próxima quarta-feira, quando enfrentará o Cobresal em casa. Enquanto isso, o Talleres terá outro desafio pela frente no Campeonato Argentino e na Libertadores.

O jogo foi marcado por momentos de tensão e oportunidades de ambos os lados, mas foram os gols do Talleres que acabaram fazendo a diferença. Luciano ainda marcou um gol importante para o São Paulo, mas não foi o suficiente para evitar a derrota.

A partida foi repleta de reviravoltas e momentos emocionantes, mostrando que a temporada na Libertadores será desafiadora para o São Paulo. Resta agora à equipe buscar a recuperação e mostrar sua força nos próximos jogos.

FICHA TÉCNICA

TALLERES 2 X 1 SÃO PAULO

Local: estádio Mario Alberto Kempes, em Córdoba (Argentina)
Data: 4 de abril de 2024, quinta-feira
Horário: 21h (de Brasília)
Árbitro: Alexis Herrera (VEN)
Assistentes: Jorge Urrego (VEN) e Tulio Moreno (VEN)
VAR: Juan Soto (VEN)

Gols: Ramiro Rodríguez, aos 50 do 1ºT, Botta, aos 8 do 2ºT (Talleres); Luciano, aos 21 do 2ºT (São Paulo)
Cartões amarelos: Rafinha, Luciano (São Paulo); Benavidez, Portilla, Portillo, Bustos (Talleres)

TALLERES: Herrera; Benavidez, Catalán, Rodríguez e Navarro; Portilla (Galarza), Ortegoza e Marcos Portillo (Juan Portillo); Botta, Sosa (Ramiro Rodríguez) (Mantilla) e Girotti (Nahuel Bustos). Técnico: Walter Ribonetto.

SÃO PAULO: Rafael; Rafinha (Igor Vinícius), Arboleda, Diego Costa e Welington; Pablo Maia e Alisson (Galoppo); Wellington Rato (Erick), James Rodríguez (Luciano) e Lucas Moura (Ferreirinha); André Silva. Técnico: Thiago Carpini.





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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