Esporte
Corinthians deixa escapar vitória na estreia da Sul-Americana nos últimos minutos
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O Corinthians entrou em campo nesta terça-feira (2) para sua estreia na CONMEBOL Sul-Americana, enfrentando o Racing em Montevidéu. O jogo foi equilibrado e teve como resultado final um empate por 1 a 1. Yuri Alberto marcou para o Timão, enquanto Alaniz balançou as redes para os donos da casa.
Com esse resultado, o Corinthians divide a segunda colocação do Grupo F com o Racing, somando um ponto cada. O próximo desafio da equipe brasileira na competição será contra o Nacional-PAR, na Neo Química Arena, na próxima terça-feira (9).
O primeiro tempo começou com o Racing pressionando, mas o Corinthians conseguiu equilibrar o jogo. Aos 23 minutos do segundo tempo, Yuri Alberto abriu o placar para o Timão, cabeceando um cruzamento de Rodrigo Garro.
No entanto, o Racing conseguiu igualar o marcador aos 39 minutos, com um gol de Alaniz. Antes disso, uma tentativa de empate foi anulada após revisão do VAR por impedimento.
O confronto ainda teve boas chances para as duas equipes, mas o placar final ficou em 1 a 1. O próximo jogo do Corinthians será contra o Nacional-PAR, em casa, na terça-feira seguinte.
O time brasileiro espera retomar o caminho das vitórias e buscar a classificação na competição continental.
FICHA TÉCNICA
RACING-URU 1 X 1 CORINTHIANS
Local: Estádio Centenário, em Montevidéu (URU)
Data: 2 de abril de 2024, terça-feira
Horário: às 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Jhon Hinestroza (COL)
Assistentes: Jhon Gallego (COL) e Mary Blanco (COL)
VAR: Jhon Perdomo (COL)
Cartões amarelos: Hugo e Rodrigo Garro (Corinthians); Agustin Pereira (Racing-URU)
Gols: Yuri Alberto, aos 23 minutos do 2ºT (Corinthians); Agustin Alaniz, aos 40 minutos do 2ºT (Racing-URU)
RACING-URU: Renzo Bacchia; Guillermo Cotugno, Hugo Magallanes, Lucas Monzón e Martín Ferreira; Lucas Rodríguez, José Varela, Erik de los Santos (Agustin Pereira) e Urretaviscaya (Santiago Mederos); Tomas Veron Lupi (Agustin Alanis) e Dylan Nandin (Nicolas Sosa). Técnico: Eduardo Spinel
CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Félix Torres, Gustavo Henrique (Fausto Vera) e Hugo (Matheus Bidu); Raniele, Breno Bidon (Cacá) e Rodrigo Garro; Wesley (Pedro Henrique), Yuri Alberto e Pedro Raul (Romero)
Técnico: António Oliveira
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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