ÓTIMA COLOCAÇÃO
CUIABÁ É A CAPITAL MENOS DESIGUAL DO CENTRO-OESTE E A TERCEIRA COM MENOR POBREZA
O ranking mostra que as capitais do Norte e do Nordeste ocupam as últimas posições no Mapa da Desigualdade entre as capitais brasileiras
Política
Cuiabá é a capital menos desigual da região Centro-Oeste do Brasil e a sétima com menor percentual de desigualdade do país. É o que aponta o Ranking geral do Mapa das Desigualdades entre as Capitais Brasileiras, divulgada na terça-feira (26). O estudo ainda revelou ainda que a capital mato-grossense é a terceira cidade com menor percentual de pobreza do Brasil.
Na pesquisa realizada pelo Instituto Cidades Sustentáveis (ICS) e divulgada pelo site UOL, Cuiabá aparece com 583 pontos, ficando próxima da terceira colocada, Belo Horizonte, que tem 615 pontos.
Já com relação à pobreza, o estudo revela também que a capital mato-grossense tem 2,728% da população com rendimento real efetivo domiciliar per capita inferior a US$1,9 por dia, ficando atrás apenas de Florianópolis (SC), com 1,1%, e Curitiba com 2,3%.
O ranking mostra que as capitais do Norte e do Nordeste ocupam as últimas posições no Mapa da Desigualdade entre as capitais brasileiras. Nas 26 capitais estaduais analisadas, essas regiões se destacam negativamente, ocupando as 15 últimas colocações, com exceção de Brasília, que não foi incluída no estudo.
Essa classificação é determinada pelo somatório de pontos a partir dos 40 indicadores sociais analisados. Curitiba obteve a pontuação mais alta, enquanto Porto Velho (RO) ficou na última posição, com apenas 373 pontos.
Outros dados
O Ranking do Mapa das Desigualdades entre as Capitais Brasileiras também revela que Cuiabá se destaca igualmente no quesito acesso à internet em escolas do ensino fundamental, alcançando a primeira posição, bem como na avaliação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) para os anos iniciais, onde ocupa a sétima posição.
Contudo, a cidade apresenta posições preocupantes em outros indicadores: ocupa a segunda e terceira posições em taxa de homicídio juvenil e taxa de homicídio geral, respectivamente, por 100 mil habitantes. Além disso, no que diz respeito à gravidez na adolescência entre negros e não negros, Cuiabá é classificada em segundo lugar.
A capital mato-grossense ocupa a primeira posição no indicador de doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado por 100 mil habitantes e alcança a quinta posição na avaliação da população com acesso ao serviço de água. Quanto ao esgotamento sanitário, encontra-se na décima terceira posição.
No que se refere ao indicador de domicílios em favelas, Cuiabá está na sétima posição, classificação que se repete no indicador de violência contra a população LGBTQI+, considerando a proporção por 100 mil habitantes.
Outro motivo de preocupação é o indicador de mortalidade por suicídio, no qual Cuiabá ocupa a nona posição, considerando cada 100 mil habitantes. A mesma posição é observada no indicador de taxa de feminicídio, calculado por 100 mil mulheres.
Política
Medida provisória abre novo crédito orçamentário para ressarcir descontos indevidos em benefícios do INSS
O Congresso Nacional analisa medida provisória (MP 1378/26) que abre crédito extraordinário de R$ 547 milhões no Orçamento para ressarcir aposentados e pensionistas do INSS que sofreram descontos associativos irregulares.
O governo já havia editado uma MP com crédito de R$ 3,3 bilhões para esse pagamento em julho de 2025, após entendimento firmado com o Supremo Tribunal Federal (STF).
Depois disso, no entanto, a Corte decidiu que, nos casos em que segurados contestarem as respostas das entidades associativas, o pagamento deverá ser realizado mesmo que não sejam cumpridas etapas prévias previstas no acordo.
O STF também assegurou que a adesão ao acordo não impede o ajuizamento de ações judiciais contra a União e o INSS quando o pagamento não ocorrer administrativamente.
O prazo para a adesão ao ressarcimento administrativo acabou no dia 20 de junho de 2026.
Próximos passos
A MP 1378/26 tem validade imediata, mas precisa ser aprovada no Congresso Nacional para virar lei.
O texto será analisado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) e, em seguida, pelos plenários da Câmara e do Senado.
Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Marcelo Oliveira
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