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Flamengo vence Nova Iguaçu por 3 a 0 e se aproxima do título carioca

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Em um jogo de alto nível, o Flamengo conquistou uma vitória expressiva sobre o Nova Iguaçu por 3 a 0, no Maracanã, se aproximando de mais um título do Campeonato Carioca. O artilheiro do torneio, Pedro, brilhou novamente ao marcar dois gols e participar do terceiro, um gol contra de Ronald.

O Nova Iguaçu, surpresa do Campeonato Carioca, não conseguiu superar o poderio rubro-negro no primeiro confronto da final. Agora, a equipe da Baixada Fluminense terá uma missão ainda mais difícil no próximo jogo. O Flamengo pode perder por até dois gols de diferença para garantir o título estadual.

O time comandado por Tite mostrou mais uma vez sua solidez e eficiência em campo. O sistema defensivo continuou intransponível, e o goleiro Rossi teve uma atuação segura, realizando três defesas importantes no jogo.

Com 37 títulos, o Flamengo está perto de mais uma conquista do Campeonato Carioca. O segundo jogo da final está marcado para o próximo domingo, no Maracanã, às 17h (horário de Brasília). Antes disso, o Flamengo terá sua estreia na Libertadores, enfrentando o Millonarios da Colômbia em jogo nesta terça-feira, no Estádio El Campín, em Bogotá, às 19h (de Brasília).

O jogo teve início movimentado, com oportunidades para ambos os times. Carlinhos e Luiz Araújo tiveram boas chances nos minutos iniciais. O Flamengo pressionava e aos 17 minutos, Pedro abriu o placar convertendo um pênalti sofrido por Ayrton Lucas. O gol foi o décimo de Pedro no Campeonato Carioca, onde é o artilheiro.

A partida seguiu intensa, com o Nova Iguaçu tentando reagir, mas o Flamengo ampliou aos sete minutos da etapa final, com Pedro marcando seu segundo gol após assistência de Luiz Araújo. O terceiro gol foi um gol contra de Ronald, aos 31 minutos, selando a vitória rubro-negra.

O Flamengo manteve o controle do jogo até o apito final, criando mais oportunidades de gol. Com uma atuação sólida em campo e o brilho de Pedro, o Rubro-Negro se aproximou do título carioca e demonstrou mais uma vez sua força no cenário do futebol nacional.

FICHA TÉCNICA

NOVA IGUAÇU 0X3 FLAMENGO

Local: Maracanã, Rio de Janeiro
Data: 30/03/2024, sábado
Horário: 17h
Árbitro: Alex Gomes Stéfano
Assistentes: Thiago Henrique Neto Corrêa Farinha e Thiago Rosa de Oliveira Esposito
VAR: Rodrigo Carvalhaes de Miranda
Cartão amarelo: Albert e Igor Guilherme (Nova Iguaçu) e Varela e Pulgar (Flamengo)
Cartão vermelho: 
Gols: 
Flamengo: Pedro, aos 19′ do 1ºT e aos 7′ do 2ºT, e Ronald (gol contra), aos 31′ do 2ºT

NOVA IGUAÇU: Fabrício; Yan (Matheus Matias), Gabriel Pinheiro, Sérgio Raphael (Ronald) e Maicon (Sidney); Igor Guilherme (Fernandinho), Albert e Yago; Bill, Xandinho (Alegria) e Carlinhos. Técnico: Carlos Vitor.

FLAMENGO: Rossi; Varela, Fabrício Bruno, Léo Pereira e Ayrton Lucas; Erick Pulgar (Igor Jesus), De La Cruz (Allan) e Arrascaeta (Matheus Gonçalves); Luiz Araújo (Victor Hugo), Everton Cebolinha (Bruno Henrique) e Pedro. Técnico: Tite.





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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