Esporte
Santos larga na frente na final do Paulistão com vitória sobre o Palmeiras
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O Santos obteve uma importante vantagem na disputa pelo título do Campeonato Paulista ao vencer o Palmeiras por 1 a 0 no primeiro jogo da final, realizado neste domingo (31.03), na Vila Belmiro. O único gol da partida foi marcado por Otero, garantindo a vitória para o Peixe.
Com esse resultado, o time alvinegro tem a possibilidade de até mesmo empatar no confronto de volta, que acontecerá no Allianz Parque, para conquistar o troféu. Em caso de empate no placar agregado, a decisão será definida nos pênaltis.
O clássico entre Santos e Palmeiras contou com a presença ilustre de Neymar, ídolo do Santos, que entrou em campo com a taça do Paulistão antes do início da partida. O jogador foi ovacionado pela torcida e assistiu ao jogo do camarote, sendo um dos destaques do evento.
O segundo jogo da final está agendado para o próximo domingo, às 18h (horário de Brasília), no Allianz Parque. Enquanto o Santos terá uma semana livre para se preparar, o Palmeiras terá um compromisso pela frente na quarta-feira, viajando para a Argentina para enfrentar o San Lorenzo na Libertadores, às 21h30.
Durante a partida, o Santos começou pressionando, porém foi o Palmeiras que teve a primeira chance de perigo. Logo aos quatro minutos, Otero perdeu a bola e Flaco López desperdiçou uma oportunidade clara de gol.
No segundo tempo, o Santos voltou com tudo e abriu o placar logo aos dois minutos, com gol de Otero após bela jogada de Guilherme. Mesmo pressionado, o Palmeiras não conseguiu reverter o placar, desperdiçando algumas oportunidades de gol ao longo da partida.
Com a vitória, o Santos sai na frente na briga pelo título estadual e agora tem a vantagem para a decisão no jogo de volta. A torcida santista comemora o triunfo e aguarda ansiosamente pela partida decisiva no próximo final de semana.
FICHA TÉCNICA
SANTOS 1 X 0 PALMEIRAS
Local: Vila Belmiro
Data: 31/03/2024
Horário: às 18 horas
Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse e Fabrini Bevilaqua Costa
VAR: Daiane Muniz do Santos
Cartões amarelos: João Schmidt e Morelos (Santos); Zé Rafael e Estêvão (Palmeiras)
GOL: Otero (Santos), aos 2′ do 2°T
SANTOS: João Paulo; JP Chermont (Aderlan), Gil, Joaquim e Felipe Jonatan; João Schmidt (Rincón), Diego Pituca e Giuliano (Cazares); Otero (Pedrinho), Guilherme e Julio Furch (Morelos). Técnico: Fábio Carille
PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha, Murilo e Luan; Mayke (Estêvão), Aníbal Moreno, Zé Rafael (Richard Ríos), Raphael Veiga e Piquerez (Vanderlan); Endrick (Lázaro) e Flaco López (Rony). Técnico: Abel Ferreira
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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