Esporte
Athletico-PR vence Maringá por 1 a 0 no jogo de ida da final do Campeonato Paranaense
Esporte
No Couto Pereira, o Maringá FC empatou em 0 a 0 com o Coritiba, avançando para a final do Campeonato Paranaense. A classificação veio após a vitória maringaense na primeira partida por 2 a 0, ocorrida em Maringá.
O Dogão agora aguarda o vencedor do confronto entre Athletico e Operário, que se enfrentam na quarta-feira. A final será no próximo sábado, com local a ser definido.
O JOGO
No jogo de volta da semifinal, o Maringá segurou a pressão do Coritiba, com destaque para a boa atuação da defesa tricolor. Após a expulsão de Vilar, o Dogão se fechou ainda mais, garantindo a classificação.
1º TEMPO
O Maringá foi ao Couto Pereira para segurar a vantagem do primeiro jogo e não tomou gol no início, priorizando a defesa. O Coritiba tentou furar o bloqueio, mas sem construir jogadas de perigo.
O Coxa foi aparecendo com mais qualidade na área maringaense, mas o Dogão conseguiu se manter firme. Perto do intervalo, as chances de gol aumentaram, com Maurício Antônio e Damião assustando.
2º TEMPO
A intensidade aumentou no segundo tempo, com o Coritiba pressionando em busca do gol. O Maringá se fechava cada vez mais e se concentrava em segurar o resultado.
O Coritiba teve oportunidades com Robson e Brandão, mas a defesa do Maringá se mostrou eficiente, inclusive tirando a bola em cima da linha. Após a expulsão de Vilar, o Dogão segurou a pressão e garantiu a vaga na final.
Após o apito final, os jogadores se envolveram em discussões, mas a situação foi controlada. O Maringá agora aguarda seu adversário na grande final do Campeonato Paranaense.
FICHA TÉCNICA
Coritiba 0x0 Maringá FC
Semifinal do Campeonato Paranaense – Volta
Data e hora: 24/03/2024 às 18h30
Local: Estádio Major Antônio Couto Pereira – Curitiba (PR)
Árbitro: Lucas Paulo Torezin
Assistentes: Bruno Boschilia e Wagner Junior Bonfim Ledo
4º árbitro: Lucas Casagrande
VAR: Adriano Milczvski
Cartões amarelos: Vilar (18’ 1T e 37’ 2T), Matheus Frizzo (30’ 1T), Leandro Damião (32’ 1T), Morelli (42’ 1T), Bruno Melo (45’ 1T), Bruno Lopes (45’ 1T), Rodrigo (12’ 2T), Marcos Vinicius (29’ 2T), Robson (36’ 2T), Figueiredo (36’ 2T), Zé Vitor (43’ 2T), Lucas Ronier (50’ 2T)
Cartões vermelhos: Vilar (37’ 2T)
Gols: –
Coritiba: Pedro Morisco; Natanael (David, 28’ 2T), Maurício Antônio, Bruno Melo, Rodrigo Gelado (Lucas Ronier, 15’ 2T); Arilson (Matheus Bianqui, 50’ 1T), Vini Paulista (Andrey, 28’ 2T), Matheus Frizzo (Brandão, 15’ 2T); Figueiredo, Robson, Leandro Damião. Técnico: Guto Ferreira.
Maringá FC: Dheimison; Marcos Vinicius, Ronald, Vilar, Tito, Caíque (Max Miller, 20’ 2T); Rodrigo (Júlio Rodrigues, 35’ 2T), Morelli, Zé Vitor; Serginho (Iago Santana, 15’ 2T), Bruno Lopes (Robertinho, 35’ 2T). Técnico: Jorge Castilho.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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