Esporte
Flamengo vence Atlético Mineiro por 3 a 2 com com hat-trick de Cristiane
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O Flamengo foi a campo nesta sexta-feira (29) para enfrentar a equipe do Atlético Mineiro e venceu a partida pelo placar de 3 a 2. Cristiane, que estava em uma noite iluminada marcou um hat-trick. Com esse resultado, as Meninas da Gávea conquistaram sua primeira vitória no Brasileirão.
O jogo
Flamengo começou com tudo e logo aos 3 minutos, Darlene fez boa jogada pela esquerda, cortou a zagueira e bateu com perigo, mas a bola foi para fora.
No lance seguinte, Darlene novamente no ataque, cobrou uma falta e as adversárias afastaram mal, a bola sobrou para Monalisa que chutou por cima do gol.
As meninas estavam controlando o jogo, até que no final do primeiro tempo, a camisa 7 cobrou escanteio e Day Silva quase fez, mas a zaga afastou mal e sobrou para Darlene, que cruzou para Cristiane ajeitar para Daiane, que cabeceou para fora. A etapa inicial terminou 0 a 0.
No início do segundo tempo, Darlene deixou Cristiane frente a frente com a goleira e a atacante abriu o placar para o Mengão. As Meninas da Gávea voltaram ligadas e no lance seguinte, após uma ótima jogada coletiva, Gisseli cruzou nos pés da Cristiane, que fez o seu segundo gol.
Aos 15’, a equipe do Atlético diminuiu. A resposta veio oito minutos depois. Depois de chute de Darlene na adversária, a bola sobrou para Cristiane, que bateu no ângulo e fez seu hat-trick. Na jogada seguinte, Laysa sofreu uma falta e Jucinara bateu com perigo.
Aos 28 minutos, as donas da casa fizeram mais um gol. o Flamengo respondeu com Laysa, que fez boa jogada pela direita e bateu no travessão. Logo em seguida, a bola sobrou para Cristiane, que quase fez o quarto.
Nos Acréscimos, Gláucia arriscou de longe e a goleira teve que se esticar para defender. A partida terminou 3 a 2 e as Rubro-Negras venceram sua primeira no campeonato.
Ficha técnica
Atlético Mineiro 2 x 3 Flamengo
4ª rodada do Campeonato Brasileiro Feminino
Local: Estádio Castor Cifuentes, MG
Data e hora: 29/03/2024 às 18h
Abritragem: Marianna Nanni Batalha (SP), Suellen das Graças Gonçalves Silva (MG) e Caroline Costa Silva (MG)
Gols: Cristiane 3x (FLA), Joycinha (CAM), Anny Marabá (CAM)
Flamengo: Barbeiri; Monalisa, Daiane, Day Silve e Jucinara; Thaisa (Djeni), Duda e Darlene (Glaucia); Gisseli, Isadora (Laysa) e Cristiane
Atlético Mineiro: Iasmin Paixão; Amália, Ariani, Thamirys e Taba; Ju Pacheco, Isa Matos e Duda Batista; Karol Alves, Joycinha e Anny Marabá
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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