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Athletico vence e disputa final do Campeonato Paranaense

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O Athletico está em mais uma decisão do Campeonato Paranaense! No ano do centenário, o Furacão vai para disputa final pelo bicampeonato. O adversário será o Maringá e o primeiro jogo do duelo acontece no próximo sábado (30), no interior do estado.

A classificação para a final foi conquistada nesta quarta-feira (27), com uma vitória de 1 a 0 sobre o Operário. Mais de 35 mil pessoas incentivaram o Rubro-Negro em um jogo muito disputado na Ligga Arena.

Bruno Zapelli marcou, no final do primeiro tempo, o gol que garantiu o triunfo athleticano. No placar agregado da semifinal, vantagem de 3 a 1 para o Rubro-Negro.

O Jogo

Superado por 2 a 1 na primeira partida, o Operário veio disposto a reverter a vantagem do Athletico e deu muito trabalho no primeiro tempo. Léo Linck, que substituiu Bento, fez três grandes defesas, garantindo a invencibilidade do arco rubro-negro.

O Furacão teve sua primeira boa chance aos 33′, quando Julimar disparou para a direita e cruzou em direção a Mastriani, que não não conseguiu desviar.

Mesmo criando menos que o adversário, o Athletico foi mais eficiente. Aos 42′, Mastriani disputou a bola no taque, levou a melhor sobre o zagueiro e rolou na medida para Zapelli. Vindo de trás, o camisa 10 dominou na entrada da área, ajeitou para a perna direita e bateu no cantinho, sem chances de defesa para o goleiro!

 

Na segunda etapa, o Athletico foi mais consistente na marcação e cedeu menos oportunidades para o adversário. Mas também teve dificuldades para superar a defesa adversária e chegar com perigo ao gol defendido por Rafael Santos.

Aos 37′, quando Thiago Heleno aproveitou cruzamento na área e arriscou de bicicleta, mas Alemão salvou de cabeça, em cima da linha. E aos 45′, Pablo teve a oportunidade e ficou muito perto de ampliar. Mas o apito final veio mesmo com o triunfo rubro-negro por 1 a 0.

Ficha técnica

Athletico Paranaense 1×0 Operário
Campeonato Paranaense
Horário: 20h
Local: Ligga Arena

Público total: 35.298
Público pagante: 34.310
Renda: R$ 1.228.565,00

Árbitro: Paulo Roberto Alves Jr.
Assistentes: Leandro Polli Glugoski e Andrey Luiz de Freitas
Quarta árbitra: Maria Luiza Brandellero dos Santos
Árbitro de vídeo: Rodolpho Toski Marques

Athletico Paranaense: Léo Linck; Godoy (Madson, aos 23′ do 2º tempo), Kaique Rocha, Thiago Heleno e Esquivel (Fernando, aos 41′ do 2º tempo); Fernandinho, Christian, Erick e Zapelli (Alex Santana, aos 23′ do 2º tempo); Mastriani (Pablo, aos 23′ do 2º tempo) e Julimar (Cuello, aos 30′ do 2º tempo)
Técnico: Cuca
Gol: Zapelli, aos 42′ do primeiro tempo
Cartões amarelos: Zapelli, Julimar e Alex Santana

Operário: Rafael Santos; Pacheco (Erik Bessa, aos 21′ do 2º tempo), Willian Machado, Alemão e Pará; Índio, Vinícius Diniz (Neto Paraíba, aos 21′ do 2º tempo) e Cássio Gabriel (Maxwell, aos 13′ do 2º tempo); Filipe Claudino (Guilherme Pira, aos 13′ do 2º tempo) (Luidy, aos 30′ do 2º tempo), Felipe Augusto e Ronaldo
Técnico: Rafael Guanaes
Cartões amarelos: Pacheco, Alemão, Hipólito, Willian Machado e Rafael Santos





AGÊNCIA DE ESPORTES

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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