execuções Shopping Popular
DELEGADO DISSE QUE O SUSPEITO ALEGOU NÃO TER EXPERIÊNCIA COM ARMAS E QUE EXECUTOU POR DINHEIRO; MUITAS DÍVIDAS
Polícia
ATUALIZADA ÀS 15h37 – O suspeito Silvio Junior Peixoto, de cometer duplo homicídio, chegou a Cuiabá na manhã desta quinta-feira (28) para os demais procedimentos investigatórios. Na coletiva de imprensa concedida hoje, o delegado Nilson Farias, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), informou que Silvio alegou não ter experiência com o manuseio de armas de fogo, de que nunca havia matado alguém e só aceitou cometer o crime no Shopping Popular em Cuiabá, porque tem dívidas muito altas.
Com a prisão do suspeito, que já confessou o crime, as investigações agora partem para outra fase: a de identificação dos mandantes. Do que já foi investigado, a polícia ainda não sabe o motivo ou quem deu a ordem para matar o empresário Gersino Rosa dos Santos. A morte de Cleyton de Oliveira de Souza Paulino teria sido acidental.
“Em relação à motivação. Ele não soube trazer, ele só confessou a prática dos delitos, disse que realmente foi ele, que foi contratado e ganhou R$ 10 mil para que executasse esse homicídio. Então era essa a situação. Segundo ele, tinha dívidas muito altas e precisava muito de dinheiro, o que levou ele a ter essa coragem”, contou o agente.
O delegado Nilson Farias disse que Silvio revelou nunca ter matado outra pessoa, mas foi verificado que tinha passagem por crime de estelionato. O acusado disse que mora em Uberlândia (MG) e nunca tinha estado em Cuiabá, veio apenas para cometer o crime e retornou diretamente para Minas Gerais, provavelmente com apoio do mandante.
“Como viram ali nas imagens, ele não é uma pessoa com segurança, não é um executor assíduo, foi a primeira vez que ele praticou este tipo de crime. Nas imagens dá para ver que ficou com medo, quase desistiu de executar, porém, ele toma coragem e executa. Então realmente deu para ver que no interrogatório ele estava falando a verdade”, disse o delegado.
O delegado Silvio disse que o suspeito afirmou que nunca havia utilizado uma arma como aquela, e que apenas já havia atirado com uma espingarda. No entanto, o delegado afirmou que ele tinha conhecimento sobre armas de fogo e assumiu o risco ao atirar com uma 9mm tão perto da vítima.
“Falou que nunca tinha utilizado [aquela arma], no máximo uma espingarda que ele já tinha usado, mas não tinha costume de usar arma de fogo e talvez foi por este motivo que ele chegou tão perto para efetuar o disparo, porque ele não sabia manusear […] Ele tem um conhecimento de arma, ele explicou o tipo de arma que foi entregue a ele, ele tinha conhecimento que era uma 9mm, […] usar uma 9mm dentro de um shopping lotado ali, com certeza sabia que poderia acertar mais pessoas”, destacou o delegado.
O suspeito declarou que o contratante seria um conhecido de Silvio da cidade de Uberlândia. Nilson Farias ainda revelou que ele estaria com receio de quem o contratou e por isso a polícia acredita que seja alguém perigoso.
“Ele informa que quem o contratou, entregou a arma e assim que acabou de ocorrer o homicídio essa pessoa recolheu a arma e pagou o valor que ele foi contratado”, disse o delegado.
A DHPP agora segue para verificar se o crime tem relação com organização criminosa, contrabando de cigarros, agiotagem ou até mesmo crime passional. A única confirmação do acusado, até o momento, é que matou as vítimas e recebeu R$ 10 mil para isso.
Polícia
“Nós deixamos uma marca”, diz Juca ao relembrar concurso realizado na Câmara de Cuiabá durante sua presidência
O deputado estadual Juca do Guaraná (psdb) recebeu, nesta quarta-feira (15), em seu gabinete, o presidente do Instituto Nacional de Seleções e Concursos (Instituto Selecon), Rogério Vianna Rangel. Durante o encontro, os dois relembraram a realização do concurso público da Câmara de Cuiabá, promovido durante a gestão de Juca à frente da presidência do Legislativo municipal.
Na ocasião, o deputado destacou a importância do certame para fortalecer o quadro de servidores efetivos da Casa de Leis e ressaltou o legado deixado pela iniciativa.
“Nós deixamos uma marca de ter feito esse concurso para atender a população cuiabana e a Câmara de Cuiabá, que é de todos nós mato-grossenses, o parlamento mais antigo do Centro-Oeste brasileiro”, afirmou Juca.
O concurso público foi realizado para provimento de vagas e formação de cadastro de reserva para cargos de níveis médio e superior, contemplando funções como técnico legislativo, analista legislativo, controlador interno e contador.
Durante a visita, Rogério Vianna Rangel agradeceu a confiança depositada no Instituto Selecon e destacou a forma como o processo foi conduzido.
“Eu, em nome do Selecon, também agradeço ao deputado porque, de fato, fizemos um concurso histórico, graças à oportunidade que o Juca nos deu para realizarmos esse concurso com qualidade e segurança, mas, acima de tudo, com muita transparência”, declarou o presidente da instituição.
Ao final do encontro, Juca reforçou a importância da valorização do serviço público por meio de concursos realizados com responsabilidade, transparência e igualdade de oportunidades para todos os candidatos.
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