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Santos vence o Red Bull Bragantino e se classifica para final do Paulistão

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O Santos FC está na final do Campeonato Paulista 2024! Na noite desta quarta-feira (27), o Peixe venceu o Red Bull Bragantino por 3 a 1, com gols de Joaquim, Guilherme e Giuliano. O jogo único da semifinal teve mando do Santos FC, com a Neo Química Arena lotada, em São Paulo, capital.

Na grande final, o Alvinegro Praiano enfrenta o vencedor do duelo entre Novorizontino e Palmeiras, que acontece na noite desta quinta-feira (28). Em confrontos de ida e volta, as partidas que valem a taça do Paulistão ainda terão datas, horários e locais definidos nos próximos dias.

O jogo

Logo aos sete minutos, o Peixe já abriu o placar na Neo Química Arena. Em escanteio pelo lado direito, Guilherme cruzou para o meio da área e encontrou a cabeça de Joaquim. O zagueiro santista subiu mais que todo mundo e cabeceou com força, para estufar as redes.

Dois minutos depois, Felipe Jonatan chegou à ponta esquerda e cruzou pelo alto, na direção da grande área. Desta vez, Giuliano subiu para cabecear, mas a finalização do camisa 10 parou nas mãos do goleiro, Cleiton.

Com 19 minutos jogados, Guilherme bateu falta da intermediária ofensiva, alçando a bola à grande área. Cleiton saiu de soco, mas mandou a bola nos pés de Giuliano. Mesmo de longe, o camisa 10 soltou uma bomba na direção do gol. A bola se encaminhava para as redes, mas com desvio na marcação, saiu sobre a meta.

Já com 40 minutos jogados na primeira etapa, Felipe Jonatan cobrou escanteio pela esquerda e, mais uma vez, levantou a bola para a área. Joaquim venceu da marcação pelo alto novamente, mas cabeceou nas mãos de Cleiton.

Antes do intervalo, no último minuto do tempo regulamentar, o Peixe ampliou o placar para 2 a 0. Diego Pituca abriu para Pedrinho que, pela direita, partiu para cima da marcação, invadindo a grande área. De lá, ele cruzou na medida para Guilherme chegar chutando cruzado, de primeira, colocando a bola nas redes do canto inferior direito.

Na segunda etapa, com cinco minutos, a equipe adversária diminuiu a desvantagem no placar com gol de Sasha. Ele recebeu a bola na entrada da área e soltou uma bomba no ângulo esquerdo, sem chances de defesa para João Paulo.

Aos 15, o Peixe tentou responder com Julio Furch. O centroavante argentino recebeu cruzamento de Diego Pituca, que chegou pela direita e se esticou para alcançar a bola. Com desvio de leve, ele mandou a bola à esquerda da meta, pela linha de fundo.

E o terceiro gol santista chegou aos 17 minutos, Pedrinho fintou seus marcadores pela direita e cruzou na medida para Giuliano, que chegava pela primeira trave. De cabeça, o camisa 10 santista mandou com firmeza para as redes do canto direito, para explodir a Neo Química Arena.

Com 21 minutos, o Peixe ficou muito próximo de transformar a vitória em goleada. Diego Pituca enfiou passe entre os marcadores para Giuliano, mas o meio-campista foi bloqueado. Guilherme chegou para aproveitar o rebote de primeira, mas mandou a bola a poucos centímetros da trave direita.

Três minutos depois, Giuliano recebeu passe de Julio Furch e, pela direita da entrada da área, ajeitou para Hayner chegar de trás, chutando no gol. A finalização cruzada do lateral santista saiu sem muita força e passou à esquerda da meta.

Aos 35, Guilherme lançou Cazares, que ficou com o campo de ataque livre pela direita. Ao chegar perto da área, ele tentou bater cruzado, mas, com a marcação bem postada, a bola desviou e saiu em escanteio pela direita.

FICHA TÉCNICA

SANTOS FC 3 X 1 RED BULL BRAGANTINO

Local: Neo Química Arena, em São Paulo (SP)
Data: quarta-feira, 27 de março de 2024
Horário: 20h30
Público: 44.804
Renda: R$ 3.042.965,00
Árbitro: Matheus Delgado Candançan
Assistentes: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa e Evandro de Melo Lima
Cartão amarelo: (RBB) Matheus Fernandes e Sasha
Cartão vermelho: (SFC) Hayner
Gols: (SFC) Joaquim, aos 7′, Guilherme, aos 45′ do 1ºT e Giuliano, aos 17′ do 2ºT; (RBB) Sasha, aos 5′ do 2ºT
Santos FC: João Paulo; Hayner, Gil, Joaquim e Felipe Jonatan; João Schmidt, Diego Pituca (Rincón) e Giuliano (Cazares); Pedrinho (Weslley), Guilherme (JP Chermont) e Julio Furch (Alfredo Morelos). Técnico: Fábio Carille
Red Bull Bragantino: Cleiton; Nathan Mendes, Lucas Cunha (Bruninho), Luan Cândido e Juninho Capixaba; Jadsom, Matheus Fernandes (Henry Mosquera) e Eric Ramires (Gustavinho); Helinho (Tailsson), Vitinho (Thiago Borbas) e Sasha. Técnico: Pedro Caixinha





AGÊNCIA DE ESPORTES

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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