DISPUTA ALENCASTRO

MENDES DIZ QUE DEBATE DE VICE DE BOTELHO DEVE FICAR PARA JUNHO: CUIABÁ É MAIS IMPORTANTE

Cuiabá ficou para trás, várias dezenas de municípios estão chegando a 100% de asfalto

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Governador Mauro Mendes (União) afirmou que pediu ao presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Eduardo Botelho (União), pré-candidato do União à disputa de Cuiabá, para deixar a discussão sobre seu vice para as vésperas das convenções partidárias em junho.  No momento, são muitas as possibilidades ventiladas para a chapa.

“Eu recomendei objetivamente ao Botelho. Deixe essas questões de ordem política para um mês próximo das convenções. Foque agora na montagem da chapa de vereadores e em fazer um debate sobre Cuiabá. O União Brasil quer discutir Cuiabá, é União para mudar Cuiabá”, disse nesta quarta-feira (27).

Para o chefe do poder executivo mato-grossense e presidente regional do partido, Botelho terá que propor debate para entender os problemas da Capital, já que ela teria sido ultrapassada em vários quesitos por outras cidades mato-grossenses.

“Cuiabá ficou para trás, várias dezenas de municípios estão chegando a 100% de asfalto. Várias estão com qualidade de vida muito melhor do que temos em Cuiabá. Porque houve administrações mais eficientes e que produziram resultados muito melhores”, avaliou.  “Então, nós temos que debater isso, é o principal debate. Como tirar Cuiabá desse mar de lama”, completa o governador.

Posicionamento de Mauro Mendes ocorre em meio às especulações de possíveis candidatos para compor com Botelho na disputa deste ano.  Nomes como o Maysa Leão (Republicanos), Michelle Alencar (União), Marcelo Sandrin (Republicanos), Júnior do Verdão (Republicanos), Mônica Carvalho (PRD), e os secretários de Ciência e Tecnologia, (PSB), e de Assistência Social, a tenente coronel da Polícia Militar, Hadassah Susannah e Coronel Grasielle Bugalho, são alguns deles.

Vice mulher  

Mauro avaliou ainda a discussão sobre o possível nome a vice ser de uma mulher. Para o gestor, o debate de gênero não poderá se impor aos problemas da cidade.

“Com todo respeito a qualquer diálogo nesse sentido. A igualdade de gênero é fundamental, é importante em todo o país. Mas o debate agora não é de gênero. O debate mais importante no momento é como tirar Cuiabá do mar de lama como ela se encontra. Eu disse para Botelho, esse debate de vice tem que ocorrer no mês de junho. Enquanto isso vamos debater Cuiabá”, explicou.

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Retrospectiva: novo piso salarial dos professores foi destaque entre aprovações da Câmara na área de educação

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No primeiro semestre deste ano, a Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória 1334/26, que criou uma nova regra de reajuste do piso salarial dos profissionais do magistério público da educação básica. O texto, também aprovado no Senado, foi convertido na Lei 15.437/26.

A norma determina que, a partir de janeiro de 2026, o reajuste será baseado na soma:

  • da variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior (no caso, 2025); e
  • de 50% da média da variação percentual da receita real de cinco anos anteriores (de 2021 a 2025, no caso de 2026) vinda de estados, Distrito Federal e municípios para compor o Fundeb.

A variação real corresponde ao que ficou acima do INPC no período.

A regra também valerá para profissionais contratados por tempo determinado.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o reajuste do piso em 2026 foi de 5,40%. Esse percentual reúne o INPC de 2025, de 3,90%, e um ganho real de 1,50%.

O piso nacional passou de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 em janeiro de 2026.

INSS de bolsistas
Na área de educação, os deputados também aprovaram o Projeto de Lei 2950/15, que torna obrigatória a participação do bolsista de pós-graduação como contribuinte individual da Previdência Social para fins de acesso a benefícios como aposentadoria e auxílios.

De autoria do ex-deputado Davidson Magalhães (BA), o texto aprovado pela Casa foi relatado pelo deputado Ricardo Galvão (Rede-SP) e está em análise no Senado.

A contribuição assegurará, por exemplo, cobertura previdenciária em situações de doença, maternidade e incapacidade temporária. Além disso, possibilita a contagem do tempo dedicado à pesquisa para fins de aposentadoria.

A contribuição a ser recolhida pela instituição cedente da bolsa será de 11% sobre um salário mínimo (atualmente R$ 1.621,00).

Com essa alíquota, o acesso à aposentadoria será somente por idade, atualmente em 62 anos para mulher e 65 anos para homem.

Caso deseje aposentadoria por tempo de contribuição ou que o tempo possa ser aproveitado para se aposentar por algum regime próprio de servidores públicos, o interessado deverá complementar a contribuição recolhida pela instituição com mais 9% sobre a base de cálculo, a fim de totalizar 20% de recolhimento.

Escolas sustentáveis
O Programa Nacional de Escolas Resilientes e Sustentáveis foi aprovado pela Câmara dos Deputados para ajudar na adaptação às mudanças climáticas e no uso de recursos naturais.

Pedro Ventura/Agência Brasília

Deputados aprovaram programa que incentiva ações sustentáveis nas escolas

De autoria do deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ), o Projeto de Lei 2841/24 foi relatado pela deputada Socorro Neri (PP-AC) e tramita agora no Senado.

O texto prevê ações como:

  • a instalação, a manutenção e a melhoria dos sistemas de drenagem, ventilação e climatização;
  • utilização de sistemas de energia renovável e equipamentos eficientes; e
  • uso racional da água, da energia e gestão de resíduos.

Outras medidas incluem a arborização para evitar incidência solar e diminuir a temperatura média no ambiente, além de reformas e melhorias estruturais para aumentar a resistência das edificações a eventos climáticos extremos.

Cultura nas escolas
A Câmara dos Deputados aprovou ainda no primeiro semestre, a política nacional “Mais Cultura nas Escolas”, objeto do Projeto de Lei 533/24, em análise hoje no Senado.

De autoria da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), a proposta foi aprovada com a relatoria do deputado Tarcísio Motta, prevendo parceria entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios com a sociedade civil no setor da cultura.

Segundo o texto, a União deverá apoiar os outros entes federativos na elaboração de um plano de atividade cultural anual para as escolas públicas de educação básica.

Para viabilizar a execução dos planos, poderão ser utilizados os moldes operacionais e regulamentares do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE).

Cada plano deverá conter as ações, as metas, o cronograma de execução e a previsão de início e término das atividades, envolvendo bens e serviços necessários à realização das atividades artísticas, culturais e pedagógicas previstas.

Números do semestre
No total, foram aprovados no primeiro semestre de 2026, pelo Plenário, 118 projetos de lei, 9 projetos de lei complementar, 20 medidas provisórias, 12 projetos de decreto legislativo, 5 projetos de resolução e 4 propostas de emenda à Constituição.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Marcelo Oliveira



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