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Grêmio vence o Caxias e vai para sétima final consecutiva no Campeonato Gaúcho

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Em uma noite eletrizante na Arena, o Grêmio confirmou sua supremacia no futebol gaúcho ao derrotar a equipe do Caxias por 3 a 2, na partida de volta das semifinais do Campeonato Gaúcho, nesta terça-feira, 26 de março. Com um futebol ofensivo e envolvente, o Tricolor assegurou sua vaga na final do estadual, mantendo viva a esperança do heptacampeonato.

Desde o apito inicial, a equipe comandada por Renato Portaluppi deixou claro que não se contentaria em administrar a vantagem obtida no jogo de ida, onde saiu vitoriosa por 2 a 1. Com uma postura agressiva, o Grêmio dominou as ações do jogo, criando oportunidades através de jogadas bem articuladas por Pepê, Villasanti, e Gustavo Nunes, com especial destaque para as incursões de Pavon pela direita.

O primeiro gol não demorou a chegar. Aos 21 minutos, Pavon, em uma jogada individual pela direita, serviu Diego Costa que, com precisão, abriu o placar. A equipe não diminuiu o ritmo e, aos 30 minutos, ampliou a vantagem com Cristaldo, após uma bela jogada coletiva. Diego Costa, novamente, deixou sua marca aos 38 minutos, consolidando a superioridade gremista no primeiro tempo.

Apesar da desvantagem numérica no final da primeira etapa, devido à expulsão de Mayk, o Grêmio retornou ao segundo tempo com ajustes táticos promovidos por Renato Portaluppi, visando manter a coesão defensiva. O Caxias, buscando reverter o quadro desfavorável, conseguiu descontar com gols de Vitor Feijão e Tomas Bastos, mas não foi suficiente para abalar a estrutura do Tricolor, que soube administrar o resultado até o apito final.

A vitória garante ao Grêmio a chance de buscar o heptacampeonato estadual em confrontos decisivos contra o Juventude. As partidas estão marcadas para os dias 30 de março e 6 de abril, prometendo grandes emoções aos torcedores.

Esta classificação reflete não apenas a qualidade técnica e tática do elenco gremista, mas também a resiliência e o espírito de luta, características que serão fundamentais na busca pelo título. O caminho até a final não foi fácil, mas o Grêmio demonstrou, mais uma vez, que está preparado para os desafios que virão pela frente, reafirmando seu status como uma das forças dominantes do futebol gaúcho.

Agora, os olhares se voltam para os confrontos finais contra o Juventude, onde o Grêmio buscará consolidar sua hegemonia no Campeonato Gaúcho. Com a equipe mostrando um futebol de alta qualidade e com a torcida ao seu lado, o sonho do heptacampeonato está mais vivo do que nunca.





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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