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Brasil e Espanha ficam no 3 a 3 em amistoso marcado por ações contra o racismo

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Em uma terça-feira repleta de emoções, o Brasil buscou o empate por 3 a 3 contra a Espanha, em um amistoso internacional realizado no icônico Santiago Bernabéu. O jogo, que teve como pano de fundo uma série de iniciativas de combate ao racismo, foi marcado por reviravoltas no placar, penalidades controversas e uma atuação destacada de jovens talentos de ambas as seleções.

Desde o apito inicial, o confronto prometia intensidade. A Espanha, jogando em casa, não demorou a impor seu ritmo, abrindo o placar aos dez minutos com um pênalti convertido por Rodri, após uma falta cometida por João Gomes sobre Lamine Yamal. O Brasil, contudo, mostrou resiliência, equilibrando as ações e buscando o empate, que veio através de Rodrygo, aproveitando um erro do goleiro Unai Simón.

O jogo seguiu eletrizante, com a Espanha voltando a liderar o marcador com um golaço de Dani Olmo, mas o Brasil não se deixou abater. Endrick, a jovem promessa brasileira, deixou sua marca, empatando a partida novamente. O duelo parecia se encaminhar para uma vitória espanhola quando Rodri converteu mais um pênalti, mas Lucas Paquetá, nos acréscimos, garantiu o empate para a Seleção Brasileira, também de pênalti.

Além dos momentos de alta tensão dentro de campo, o amistoso foi marcado por uma forte mensagem contra o racismo, com Vinícius Júnior, atacante do Real Madrid e da Seleção Brasileira, sendo uma figura central nesta luta. Substituído no segundo tempo, Vinícius saiu aplaudido, em um gesto que transcendeu as rivalidades do jogo.

Sob o comando de Dorival Júnior, que assumiu a Seleção Brasileira após a saída de Fernando Diniz, o Brasil mostra sinais de renovação e resiliência, encerrando sua participação na Data Fifa de forma invicta, com uma vitória e um empate. A próxima etapa preparatória será contra o México, em junho, seguindo-se um confronto contra os Estados Unidos, antes da Copa América.

Do lado espanhol, apesar do empate, a equipe demonstrou qualidade e coesão, preparando-se para seu último amistoso contra Andorra antes da Eurocopa. A partida contra o Brasil serviu como um teste valioso, apresentando desafios e destacando talentos emergentes como Lamine Yamal.

Este empate por 3 a 3 não será rapidamente esquecido pelos fãs de futebol, não apenas pelo espetáculo dentro de campo, mas também pelo significativo contexto social que o envolveu. As seleções de Brasil e Espanha mostraram que, além da rivalidade esportiva, há espaço para mensagens de união e respeito mútuo, reforçando o poder do esporte como vetor de mudança social.

FICHA TÉCNICA

ESPANHA 3 X 3 BRASIL

Local: Santiago Bernabéu, em Madri (ESP)
Data: 26 de março de 2024 (terça-feira)
Horário: às 17h30 (de Brasília)
Árbitro: António Nobre (POR)
Assistentes: Bruno Jesus e Luciano Maia (POR)
Cartões amarelos: Le Normand e Laporte (Espanha); Bruno Guimarães, Lucas Paquetá, Endrick e Andreas Pereira e Beraldo (Brasil).

GOLS: Rodri, aos 11′ do 1ºT (Espanha); Dani Olmo, aos 35′ do 1ºT (Espanha); Rodrygo, aos 37′ do 1ºT (Brasil); Endrick, aos 4′ do 2ºT (Brasil); Rodri, aos 41′ do 2ºT (Espanha); Paquetá, aos 50′ do 2ºT (Brasil)

ESPANHA: Unai Simón; Carvajal, Le Normand (Cubarsí), Laporte e Cucurella; Rodrigo, Fabián Ruiz e Dani Olmo; Lamine Yamal (Jesús Navas), Nico Williams (Sancet) e Morata (Oyarzabal). Técnico: Luis de la Fuente

BRASIL: Bento; Danilo (Yan Couto), Fabrício Bruno, Lucas Beraldo e Wendell; Bruno Guimarães (André), João Gomes (Andreas Pereira) e Lucas Paquetá; Vinícius Júnior (Douglas Luiz), Raphinha (Endrick) e Rodrygo (Galeno). Técnico: Dorival Júnior





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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