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Gabigol do Flamengo é suspenso por dois anos por fraude em exame antidoping

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No clássico deste sábado entre Fluminense e Flamengo, válido pela semifinal do Campeonato Carioca, o Rubro-Negro garantiu seu lugar na grande final. O jogo foi marcado por reviravoltas e lances emocionantes, com destaque para a atuação das equipes e as estratégias dos técnicos em campo.

O Fluminense contou com desfalques importantes, como Cano, Ganso, Thiago Santos e Samuel Xavier, o que exigiu do técnico Fernando Diniz mudanças na equipe titular. Por outro lado, o Flamengo manteve sua escalação da primeira semifinal, demonstrando confiança na formação já estabelecida por Tite.

A partida teve início com chances de perigo para ambos os lados, com destaque para as tentativas de Luiz Araújo pelo Flamengo e Renato Augusto pelo Fluminense. O time rubro-negro quase abriu o placar em diversas oportunidades, mas esbarrou na defesa tricolor e em boas defesas do goleiro adversário.

O primeiro gol foi marcado pelo Flamengo, porém, foi anulado pelo VAR devido a uma falta detectada na origem da jogada. A decisão polêmica gerou discussões, mas acabou favorecendo o Fluminense, que se manteve firme na defesa e buscou controlar as investidas do adversário.

No segundo tempo, as equipes fizeram alterações táticas em busca da vitória. O Fluminense tentou se arriscar mais ao ataque, mas viu o Flamengo ampliar sua vantagem com boas jogadas de Bruno Henrique e companhia. A equipe tricolor, mesmo com mudanças ousadas de Diniz no decorrer do jogo, não conseguiu reverter o placar e acabou sendo superada pelo Flamengo.

Com o resultado, o Flamengo assegurou sua presença na final do Campeonato Carioca, deixando o Fluminense em busca de novas oportunidades. A partida foi marcada pela intensidade e rivalidade característica dos clássicos cariocas, demonstrando a qualidade do futebol praticado no estado.

Agora, o Flamengo aguarda seu adversário na final, onde buscará conquistar mais um título e seguir fazendo história no cenário esportivo. A disputa pelo título promete ser acirrada e emocionante, com as equipes mostrando todo o seu potencial em busca da glória no futebol carioca.

FICHA TÉCNICA
FLAMENGO 0X0 FLUMINENSE

Local: Maracanã Data: 16/03/2014Horário: 21 horas Árbitro: Wagner Nascimento MagalhãesAssistentes: Thiago Henrique Neto Corrêa Farinha e Luiz Claudio RegazoneVAR: Rodrigo Nunes de SáCartão amarelo: Keno, Fernando Diniz, Marquinhos, Lima, André, Martinelli e Jan Lucumí (Fluminense) e Rossi, Luiz Araújo e De La Cruz (Flamengo)

FLAMENGO: Rossi; Varela, Fabrício Bruno, Léo Pereira e Ayrton Lucas (Viña); Erick Pulgar (Igor Jesus), De La Cruz (Allan) e Arrascaeta; Everton Cebolinha, Luiz Araújo (Bruno Henrique) e Pedro (Victor Hugo). Técnico: Tite.

FLUMINENSE: Fábio; Marquinhos (Jan Lucumí), Manoel (Alexsander), André e Marcelo (Diogo Barbosa); Martinelli, Lima e Renato Augusto (Lelê); Arias, Keno (Terans) e John Kennedy. Técnico: Fernando Diniz.





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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