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Brasil vence Inglaterra em amistoso emocionante em Wembley com gol de Endrick

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Em uma partida emocionante e pegada, a seleção brasileira saiu vitoriosa contra a Inglaterra por 1 a 0 em amistoso disputado no lendário estádio de Wembley. O jogo marcou a estreia de Dorival Júnior como técnico da equipe e teve como destaque o gol de Endrick, que aproveitou sua primeira oportunidade e marcou o gol da vitória aos 35 minutos do segundo tempo.

O Brasil começou a partida sofrendo pressão da Inglaterra, mas aos poucos encontrou seu ritmo e criou as melhores chances de gol. Antes do gol de Endrick, jogadores como Vini Jr, Lucas Paquetá, Rodrygo e Raphinha também tiveram boas oportunidades de marcar, mas esbarraram na defesa inglesa.

A partida foi marcada pela presença de novos talentos na seleção, além de Dorival Júnior. Bento, Beraldo, Fabricio Bruno, Wendell, João Gomes e Pablo Maia fizeram suas estreias pelo escrete canarinho, em um jogo que foi disputado como se fosse uma competição oficial.

Apesar de um início difícil, o Brasil se organizou em campo e conseguiu impor seu jogo, explorando principalmente os contra-ataques e os lançamentos para Vini Jr. Os ingleses, por sua vez, tiveram posse de bola, mas não conseguiram transformar em oportunidades claras de gol.

Com o resultado positivo sobre a Inglaterra, a seleção brasileira se prepara para o próximo desafio contra a Espanha, marcado para terça-feira no Santiago Bernabéu, em uma partida que também contará com a bandeira da luta contra o racismo.

O gol de Endrick e as jogadas de perigo criadas pelos brasileiros ao longo da partida mostram que a equipe está em evolução sob o comando de Dorival Júnior, e a expectativa dos torcedores aumenta para os próximos jogos da seleção.

Ficha técnica

Inglaterra 0 x 1 Brasil

Competição: Amistoso
Local: Wembley, em Londres, na Inglaterra
Data e hora: 23/03/2024 – às 16h
Árbitro: Artur Soares Dias
Assistentes: Paulo Soares e Pedro Ribeiro
VAR: Tiago Martins
Amarelos: Bellingham, Lucas Paquetá
Vermelho: Não houve

Gol: Endrick, aos 35’/2ºT

Inglaterra: Pickford; Walker (Konsa), Ben Chilwell (Dunk), Rice e Harry Maguire (Gomez); John Stones, Bellingham (Bowen) e Conor Gallagher (Mainoo); Watkins, Foden e Anthony Gordon (Rashford). Técnico: Gareth Southgate.

Brasil: Bento, Danilo, Fabrício Bruno, Beraldo e Wendell; Bruno Guimarães, João Gomes e Lucas Paquetá (Andreas Pereira) Vini Jr, Rodrygo (Endrick) e Raphinha. Técnico: Dorival Junior.





AGÊNCIA DE ESPORTES

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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