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Cuiabá goleia o Brasiliense pela Copa Verde

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O Cuiabá goleou o Brasiliense por 4 a 1 na noite desta quarta-feira (20), no Estádio Serejão, pelo jogo de ida das quartas de final, conquistou grande vantagem para a partida de volta, na Arena Pantanal e encaminha classificação para a semifinal da Copa Verde.

Jonathan Cafú, duas vezes, Luciano Giménez e André Luís marcaram os gols do Dourado. Gustavão descontou para o time da casa.

Com o resultado, o Dourado pode ser superado por até dois gols de diferença no segundo jogo que garante classificação para a semifinal.

Jonathan Cafú teve grande atuação: dois gols e uma assistência.

O JOGO

Os primeiros minutos de jogo foram de muita marcação no meio de campo, erros de passes das duas equipes e tentativas de pressão do Brasiliense. Aos poucos, o Dourado foi assumindo o controle da partida e passou a rondar a área adversária em busca do gol – sem conseguir criar chances claras. Clayson, em chutes de fora da área, e Allyson, de cabeça, protagonizaram as finalizações mais perigosas até os 30 minutos.

O gol saiu aos 37. Após cruzamento da esquerda, Jonathan Cafú se antecipou ao zagueiro, dominou e foi derrubado pelo goleiro Vavá. Pênalti assinalado pela arbitragem e convertido pelo próprio camisa 7, em uma cobrança de grande categoria, deslocando o arqueiro adversário.

O segundo tempo foi de amplo domínio auriverde. Em quatro minutos, André Luís levou perigo em duas oportunidades – em uma delas, Allyson ainda tentou desviar para o gol após a finalização, mas a bola foi pra fora.

Aos 14 minutos, Alan Empereur deu grande lançamento para Luciano Giménez, que dominou, invadiu a área e encobriu o goleiro, marcando um lindo gol em Brasília – o segundo do Dourado na partida!

Aos 31, Cafú aproveitou vacilo da defesa adversária, driblou o zagueiro e marcou o segundo dele no jogo. Aos 37, o camisa 7 serviu André Luís, que finalizou com categoria no canto direito do goleiro para marcar o quarto gol do Dourado!

O Brasiliense chegou a descontar com Gustavão, aos 41 minutos, e, nos acréscimos, levou algum perigo ao gol defendido por Walter, principalmente na bola área. Mas o jogo se encerrou com a boa vitória do Dourado e uma vantagem enorme para o jogo da volta.

A partida de volta está marcada para quarta-feira, dia 27, na Arena, a partir das 19h no horário de Mato Grosso. Se confirmar classificação, o Cuiabá vai enfrentar na semifinal quem avançar no duelo entre Goiás e Vila Nova.

Antes, porém, o Cuiabá enfrentar o Luverdense, pelo segundo jogo da semifinal do Campeonato Mato-grossense, no domingo, na Arena, às 17h30 – vitória por 1 a 0 na partida de ida, disputada em Lucas do Rio Verde.

O retorno para Cuiabá está programado para a manhã desta quinta-feira e, ainda pela manhã, o elenco já inicia os treinos para a partida contra o Luverdense.

O Cuiabá esteve em campo com Walter; Raylan, Allyson, Alan Empereur e Rikelme (Ramon); Filipe Augusto, Guilherme Madruga (Max) e Fernando Sobral (Lucas Fernandes); Jonathan Cafú, Clayson (André Luís) e Isidro Pitta (Luciano Giménez). O Dourado é comandado, de forma interina, pelo auxiliar-técnico Luiz Fernando Iubel.





AGÊNCIA DE ESPORTES

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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