Esporte

Cruzeiro vence o Tombense e avança para a final do Campeonato Mineiro

Publicado em

Esporte


Neste sábado (16.03), o Cruzeiro garantiu sua vaga na final do Campeonato Mineiro ao vencer o Tombense por 3 a 1 no estádio do Mineirão, pela partida de volta da semifinal. Com a vantagem da melhor campanha na fase de classificação, o time celeste tinha apenas que confirmar sua superioridade em campo.

O jogo começou com o Cruzeiro dominando a primeira etapa, e o ponto de destaque foi o gol de Arthur Gomes, aos 35 minutos, após receber um lançamento de Matheus Pereira e marcar de cabeça. No segundo tempo, a equipe ampliou a vantagem com um gol contra de Zé Vitor, após uma jogada de Matheus Pereira e Dinenno.

O Tombense ainda descontou com Zé Vitor marcando um gol aos 35 minutos, mas não foi o suficiente para evitar a derrota. Nos acréscimos, Matheus Pereira roubou a bola, driblou o goleiro e selou a vitória do Cruzeiro.

Com a classificação garantida, o Cruzeiro agora aguarda o resultado do segundo jogo entre Atlético-MG e América-MG, que definirá seu adversário na final do Campeonato Mineiro.

O técnico Nicolás Larcamón aproveitou a oportunidade para dar minutos de jogo a alguns jogadores importantes, como Wesley Gasolina, José Cifuentes, Alvaro Barreal, Ramiro e Juan Dinenno, mostrando que o elenco está preparado para a decisão. Agora, a Raposa aguarda ansiosamente para buscar o título mineiro.

FICHA TÉCNICA

CRUZEIRO 3 X 1 TOMBENSE

Local: Estádio do Mineirão
Data: 16/03/2014
Horário: às 16h30
Árbitro: Felipe Fernandes de Lima
Assistentes: Guilherme Dias Camilo e Celso Luiz da Silva

Gols: Arthur Gomes, aos 35 do 1ºT, Zé Vitor, contra, aos 25 e Matheus Pereira, aos 47 do 2ºT (Cruzeiro); Zé Vitor, aos 35 do 2ºT (Tombense)
Cartões amarelos: Rafinha, Pedro Costa e Pierre (Tombense)

CRUZEIRO: Rafael Cabral; William (Wesley Gasolina), Neris, João Marcelo e Villalba; Lucas Romero, Lucas Silva (José Cifuentes), Matheus Pereira, Mateus Vital (Alvaro Barreal) e Arthur Gomes (Ramiro); Rafael Elias (Juan Dinenno). Técnico: Nicolás Larcamón

TOMBENSE: Felipe Garcia; Pedro Costa, Ednei, Zé Vitor e Emerson Barbosa; Mikael (Pierre), Kaio Mendes (Evaristo) e Rafinha (Vitinho); Felipinho (Denner), Gustavo Modesto (Rickson) e Igor Bahia. Técnico: Raul Cabral





AGÊNCIA DE ESPORTES

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

Publicados

em


Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA