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Botafogo vence Red Bull Bragantino e fica mais perto da fase de grupos da Libertadores

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Em uma quarta-feira memorável no Estádio Nilton Santos, o Botafogo não deixou dúvidas sobre sua superioridade e avançou à terceira fase da Copa Libertadores após golear o Aurora-BOL por 6 a 0, consolidando um placar agregado de 7 a 1. O resultado não apenas reflete a eficácia do ataque alvinegro mas também reafirma o Glorioso como um sério candidato a uma vaga na fase de grupos da competição.

Desde o apito inicial, o Botafogo impôs um ritmo intenso, abrindo o placar logo aos dois minutos com Júnior Santos, após uma jogada que evidenciou a pressão ofensiva do time carioca. Tiquinho Soares e Savarino também deixaram suas marcas, estabelecendo uma vantagem confortável já no primeiro tempo.

A noite, porém, pertenceu a Júnior Santos. O camisa 11 do Botafogo brilhou intensamente, marcando mais três vezes na segunda etapa e totalizando quatro gols no confronto. Sua performance exemplar não apenas garantiu a vitória como também se destacou como um feito individual notável.

O próximo desafio do Botafogo será contra o Bragantino, em partidas de ida e volta que decidirão quem avança para a fase de grupos da competição. A primeira batalha será em Bragança Paulista, seguida pelo confronto decisivo no Rio de Janeiro, com datas e horários a serem definidos pela Conmebol.

O jogo contra o Aurora foi uma demonstração de força e estratégia. O Botafogo aproveitou as tentativas de avanço do time boliviano logo no início, abrindo o placar cedo e nunca olhando para trás. Apesar de um gol anulado por impedimento e de algumas ameaças do Aurora, a defesa alvinegra, liderada pelo goleiro Gatito Fernández, manteve a solidez necessária para assegurar o controle da partida.

A segunda etapa viu o Botafogo continuar sua dominação, com Júnior Santos ampliando o placar e consolidando a vitória. O Aurora, visivelmente abalado, tentou se defender, mas a noite era do Botafogo, que manteve a pressão e fechou a partida com um placar que reflete sua ambição na competição.

Agora, com a moral elevada após uma goleada histórica, o Botafogo se prepara para o próximo desafio na Libertadores. A equipe de General Severiano mostrou que possui tanto a habilidade quanto a determinação necessárias para enfrentar qualquer adversário, deixando a torcida alvinegra com grandes expectativas para o que está por vir na competição continental.

FICHA TÉCNICA

BOTAFOGO 6 X 0 AURORA-BOL

Local: Estádio Nilton Santos, (RJ)
Data: 28.02.2024
Horário: 21h30
Árbitro: Jesús Valenzuela (Venezuela)
Assistentes: Jorge Urrego (Venezuela) e Tulio Moreno (Venezuela)
VAR: Juan Soto (Venezuela)

Cartões amarelos: Damián Suárez e Alexander Barboza (Botafogo); Robles, Michelli, Luis Barboza, Alaniz e Blanco (Aurora)
GOLS: Júnior Santos, aos 2′ do primeiro tempo e 6′, 23′ e 35′ do segundo tempo; Tiquinho Soares, aos 14′ do primeiro tempo; Savarino, aos 46′ do primeiro tempo (Botafogo)

BOTAFOGO: Gatito Fernández; Damián Suárez (Mateo Ponte), Alexander Barboza (Kauê), Lucas Halter e Hugo; Danilo Barbosa, Tchê Tchê (Gregore) e Eduardo (Eduardo); Júnio Santos, Tiquinho Soares (Janderson) e Jefferson Savarino
Técnico: Fabio Matias

AURORA: David Akologo; Michelli (Troncoso), Nelson Amarilla, Luís Barboza e David Robles (Cabral); Martín Alaniz, Didí Torrico (Dario Torrico) e Jair Torrico; Serginho (Sejas), Oswaldo Blanco e Jair Reinoso (Bustamante)
Técnico: Mauricio Soria





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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