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Fluminense vence LDU e é campeão da Recopa Sul-Americana

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Impulsionado por um Maracanã lotado, com uma torcida que apoiou do início ao fim, o Fluminense derrotou a LDU-EQU e conquistou a Conmebol Recopa 2024.

No duelo que colocou frente a frente os vencedores da Libertadores e da Sul-Americana 2023, o Time de Guerreiros levou a melhor em uma noite histórica nesta quinta-feira (29/02). A vitória por 2 a 0 garantiu mais um título para a extensa galeria de glórias do clube tantas vezes campeão. Coube a Jhon Arias o papel de herói da noite, com os dois gols que sacramentaram a conquista inédita.

O Fluminense, agora campeão da Libertadores e da Recopa, volta a campo no próximo domingo, quando enfrenta o Botafogo às 16h, no Maracanã, em clássico válido pela 11ª rodada da Taça Guanabara. O time comandado pelo técnico Fernando Diniz já tem assegurada uma vaga nas semifinais do Campeonato Carioca.

PRIMEIRO TEMPO

O Fluminense iniciou a partida com controle total das ações do jogo. Após chegadas ao ataque que não terminaram em finalizações, a primeira grande chance de perigo foi criada aos 10 minutos. Ganso cruzou na área, a defesa tentou afastar e a bola sobrou com Martinelli à queima roupa com o goleiro, que conseguiu salvar. Aos 14, após novo lançamento na área, a bola sobrou para Keno pela esquerda e o atacante tentou o chute colocado, mas a bola acabou desviada no meio do caminho.

Aos 24 minutos, o Tricolor rondou a grande área e chegou a mais uma finalização, desta vez com André, que mandou por cima. Aos 29, Arias cruzou e Ganso cabeceou próximo ao travessão. Na sequência, rente à linha de fundo, Germán Cano mandou uma bomba na direção do gol e o goleiro espalmou. Aos 37, Ganso voltou a aparecer ao buscar o ângulo em chute da entrada da área, mas o goleiro conseguiu a defesa. Aos 39, Samuel Xavier mandou rasteiro para o meio da área e Cano dominou e bateu para nova defesa do goleiro.

SEGUNDO TEMPO

Aos 5 minutos da segunda etapa, Samuel Xavier cruzou, John Kennedy, que havia acabado de entrar, cabeceou firme e a bola subiu demais. Aos 7, o camisa 9 voltou a levar perigo em chute cruzado que balançou a rede pelo lado de fora. Aos 10, Martinelli achou Keno com espaço pela esquerda. O atacante mandou na área e John Kennedy apareceu novamente para desviar de cabeça, mas mandou para fora. Aos 15, Ganso encontrou Arias livre na área e o colombiano teve o chute bloqueado.

O Tricolor seguiu pressionando e aos 23 minutos, Marcelo lançou a bola na área, Douglas Costa rolou para o meio e Renato Augusto chegou batendo por cima do gol. Aos 24, Martinelli arriscou de fora da área e a bola saiu pela linha de fundo. Aos 31, Samuel Xavier conseguiu cruzamento perfeito para Arias, que subiu alto e, de cabeça, estufou a rede e abriu o placar. Aos 38, Douglas Costa cruzou e Cano desviou para fora. Aos 41, Renato Augusto foi derrubado na área e o pênalti assinalado. Aos 44, Arias foi o responsável pela cobrança, marcou o gol do título e fez o Maracanã explodir em festa.

FICHA TÉCNICA
Conmebol Recopa Sul-Americana – Final (Jogo de volta)
29/02/2024, 21h30 – Maracanã

Fluminense (2)
Fábio; Samuel Xavier (Guga), Thiago Santos, Felipe Melo (John Kennedy) e Diogo Barbosa (Marcelo); André, Martinelli e PH Ganso (Renato Augusto); Jhon Arias, Keno (Douglas Costa) e Germán Cano. Técnico: Fernando Diniz.

LDU-EQU (0)
Alexander Dominguez; Quintero, Ricardo Adé, Richard Mina e Quiñónez; Zambrano (Estrada), Valverde (Villamíl), Sebastián González (Alzugaray); Piovi, Hurtado (Alex Harce) e Estupiñan (Jhojan Julio). Técnico: Adrián Gabbarini

Gols: Jhon Arias (31’ 2T) (44’ 2T) (FLU)

Cartões amarelos: Thiago Santos (FLU); Quintero, Jhojan Julio (LDU)

Cartões vermelhos: John Kennedy, Diogo Barbosa e Samuel Xavier (FLU)

Arbitragem: Facundo Tello (ARG), auxiliado por Ezequiel Brailovsky (ARG) e Gabriel Chade (ARG)





AGÊNCIA DE ESPORTES

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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