AUMENTO DE CASOS

EM 20 DIAS NOVOS CASOS DE DENGUE EXPLODEM EM MATO GROSSO E CHEGAM A IMPRESSIONANTES 296%

O relaxamento com as medidas de prevenção contra o mosquito Aedes Aegypti, vetor da dengue, zika e chikungunya, tem preocupado a população

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Crédito SES - MT

No curtíssimo período de 20 dias, os casos de dengue em Mato Grosso aumentaram 296,7%. Esses são os dados atualizados até 21 de fevereiro, da Secretaria Estadual de Saúde (SES), que revelam que 5.935 pessoas foram diagnosticadas com a doença e quatro óbitos foram confirmados, além de mais dois sob investigação. Enquanto que no boletim epidemiológico anterior, divulgado dia 31 de janeiro, havia uma morte e 1.496 casos confirmados. Ao todo, 7.675 casos de dengue foram notificados, sendo 6.006 prováveis.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) confirmou apenas os sorotipos circulantes DENV-1 e DENV-2. O documento traz dados das três arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti. Foram registrados 1.324 casos confirmados de chikungunya, sendo 1.498 notificados e 1.457 prováveis. Em relação à zika, 31 casos foram confirmados, sendo 93 notificados e 57 prováveis.

Sendo que os municípios que registram óbitos foram Campo Verde (2), Confresa (1) e Várzea Grande (1). Rondonópolis tem mais casos registrados de dengue (1.355), seguido de Tangará da Serra (1.313), Sinop (651), Peixoto de Azevedo (436) e baixada cuiabana (405). Além de Barra do Garças (352), Colíder (321), Pontes e Lacerda (246), Alta Floresta (234) e Porto Alegre do Norte (227).

O relaxamento com as medidas de prevenção contra o mosquito Aedes Aegypti, vetor da dengue, zika e chikungunya, tem preocupado a população. No bairro Cidade Alta, na rua Professora Silvia Curvo, a moradora Jussinei Leite Pereira, 50, está preocupada com o terreno ao lado de sua casa, que está com foco da dengue. O local é repleto de mato e de água parada.

“Já peguei dengue várias vezes. Aqui é um brejo, o formato desse terreno virou reservatório de água, não sei como não desbarrancou ainda. Quando chove, piora porque transborda, e vira em uma verdadeira piscina. Moro aqui há 30 anos e o problema não se resolve em relação a esse terreno. Acho que algum cano rompeu, ou a água do vizinho escorre aqui e alaga tudo”.

Segundo Jussinei, todos os anos ela faz denúncia, mas sem êxito. A equipe da Prefeitura já veio aqui algumas vezes, e disse que o proprietário foi notificado, porém, não foi realizada a limpeza. Do que adianta fazer o trabalho pela metade? Nós continuamos vulneráveis à doença, tenho medo de ficar doente novamente.

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Bebê recém-nascida é encontrada sem vida em lixeira de condomínio em VG

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A ocorrência registrada na manhã desta quinta-feira (23), no bairro Nova Várzea Grande, ganhou novos desdobramentos. O feto encontrado dentro de uma lixeira é de uma menina e, segundo as equipes que atuam no atendimento da ocorrência, estava totalmente formado, com cabelos e o cordão umbilical ainda preso ao corpo.

Os coletores de lixo que localizaram o feto ficaram profundamente abalados com a situação e acionaram a Polícia Militar. Conforme as primeiras avaliações realizadas no local, existem indícios de que o descarte tenha ocorrido poucas horas antes da localização.

De acordo com informações preliminares repassadas pelas equipes que acompanham a ocorrência, o corpo ainda apresentava sangue e características compatíveis com um parto muito recente. Esses indícios, no entanto, deverão ser confirmados ou descartados por meio dos exames periciais realizados pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

O local permanece isolado para os trabalhos de investigação. Equipes da Polícia Militar, da Politec e da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) realizam os levantamentos periciais e a coleta de informações que possam esclarecer as circunstâncias do caso.

A Polícia Civil também trabalha para obter imagens de câmeras de segurança da região e reunir outros elementos que permitam identificar quem abandonou o feto na lixeira.

A ocorrência segue em andamento e, até o momento, a identidade da mãe e as circunstâncias que levaram ao abandono do corpo ainda não foram esclarecidas. O caso será investigado pela Polícia Civil, que aguarda os laudos periciais para definir a dinâmica dos fatos e as eventuais responsabilidades criminais.



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