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Corinthians vence o Cruzeiro e conquista a Supercopa Feminina 2024
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Em partida válida pela final da Supercopa Feminina 2024, disputada na manhã deste domingo (18/02), o Corinthians fez valer o mando de campo conquistado após a vitória por dois gols de diferença na semifinal. E jogando na Neo Química Arena, diante de mais de 30 mil pessoas, foi campeão após vencer a equipe do Cruzeiro por 1 a 0! Pela primeira vez a Supercopa Feminina do Brasil também premia o vencedor com R$ 600 mil.
Escalação
O técnico Lucas Piccinato entrou com Kemelli; Isabela, Tarciane, Mariza e Yasmim; Ju Ferreira, Gabi Zanotti, Duda Sampaio; Gabi Portilho, Millene e Jacqueline. Entraram no decorrer da partida: Yaya, Vic Albuquerque, Jheniffer, Fernanda e Eudmilla. Ainda ficaram à disposição no banco de reservas: Nicole, Mary Camilo, Letícia Santos, Carol Tavares, Miriã, Paulinha e Gi Fernandes.
Primeira Etapa
Aos cinco minutos, a primeira boa chegada das Brabas. Duda Sampaio cobrou escanteio e Isabela cabeceou para fora.
Em seguida, o adversário marcou, mas após checagem do VAR, foi verificada a posição irregular.
Boa chegada pelo lado direito do campo de ataque aos nove minutos. Isabela cruzou para o meio da área, com perigo.
Aos 11, falta para as Brabas na intermediária. Yasmim cobrou e a bola bateu na barreira, no rebote, Ju Ferreira encheu o pé e a zaga adversária salvou o gol.
Boa jogada de Gabi Portilho pela esquerda, aos 18 minutos. Ela viu bem a entrada de Duda Sampaio pela direita, deu o passe e a camisa 27 finalizou, mas desviou da defesa adversária.
Aos 26, contra-ataque das Brabas: Jacqueline foi lançada e cruzou na medida para Gabi Portilho, que finalizou para fora.
As Brabas seguiram controlando as ações da partida em busca do primeiro gol na Casa do Povo, mas não conseguiu concluir no primeiro tempo. A arbitragem encerrou após cinco minutos.
Segunda Etapa
Logo no recomeço, as Brabas se lançaram ao ataque e Jaque deu uma carretilha na beira da lateral. Na sequência a atacante foi parada com falta próxima à área. Na cobrança, aos dois minutos, Duda Sampaio bateu direto, surpreendendo a goleira adversária. Gol das Brabas, para alegria da torcida na Casa do Povo!
Aos sete minutos, após cobrança de escanteio, a defesa adversária deu rebote e Gabi Portilho finalizou de primeira, para fora.
Gabi Portilho foi lançada e saiu frente a frente com a goleira adversária, deu um toque por cima e a bola bateu no travessão. Quase o segundo das Brabas aos 11 minutos!
Aos 13 minutos, falta frontal na intermediária de ataque para as Brabas. Yasmim cobrou e a bola foi por cima da meta adversária. Cinco depois, Gabi Portilho finalizou de longe, mas sem perigo para o adversário.
Aos 28, as primeiras alterações nas Brabas. Entraram Yaya e Vic Albuquerque, para as saídas de Gabi Zanotti e Ju Ferreira.
Após bate-rebate na área adversária, aos 30 minutos, Vic Albuquerque virou uma linda bicicleta e obrigou a goleira adversária a fazer difícil defesa.
Aos 34 minutos, nova mudança nas Brabas. Jheniffer entrou no lugar de Millene.
Em jogada pelo lado esquerdo do ataque, o adversário chegou ao empate. Porém, após revisão do lance no VAR, a arbitragem anulou o gol por toque no braço da atacante cruzeirense.
Aos 45 minutos, as duas últimas alterações nas Brabas. Entraram Fernanda e Eudimilla, para as saídas de Gabi Portilho e Jacqueline.
A arbitragem sinalizou sete minutos na segunda etapa.
Fim de jogo na Neo Química Arena! As Brabas são campeãs da Supercopa Feminina 2024!
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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