CASO CHAPADA
TIROTEIO EM FAMÍLIA: CORREGEDORIA DA PJC COMEÇA INVESTIGAÇÃO DO DELEGADO, INVESTIGADORA E SOGRA NO OCORRIDO
A Justiça da Comarca de Chapada dos Guimarães homologou a prisão em flagrante dos três autuados
Polícia
A dinâmica do que realmente teria acontecido ainda está sendo esclarecida, uma vez que houve disparos de arma de fogo, conforme B.O.
ATUALIZADA ÀS 08h10 – O caso da confusão da desavença familiar envolvendo o delegado Bruno Lima Barcellos, sua esposa Keyttnee Campos Rodrigues, que é investigadora da Polícia Civil, e a sogra dele, Jovelina, ganhou novos desdobramentos nesta quarta-feira (15). A Corregedoria da Polícia Civil vai investigar os três por supostos crimes cometidos na segunda-feira (12), em Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá.
A Justiça da Comarca de Chapada dos Guimarães homologou a prisão em flagrante dos três autuados. Todos foram colocados em liberdade, após pagamento de fiança. Ainda conforme a Polícia Civil, ninguém foi afastado dos cargos.
“Outras diligências serão realizadas para esclarecer o ocorrido, e havendo elementos poderá acarretar na responsabilização administrativa por partes dos agentes públicos envolvidos”, diz outro trecho da nota.
A dinâmica do que teria acontecido ainda está sendo esclarecida, uma vez que houve disparos de arma de fogo, denúncia de violência doméstica e o delegado Bruno Lima fez um B.O., alegando que esposa e sogra tentaram matá-lo.
Entenda o caso
Segundo a vítima, (investigadora da PJC), ela, o marido, a mãe dela e o padrasto estavam na casa em Chapada dos Guimarães, quando o marido começou a ficar alterado. O casal teria ingerido bebida alcóolica antes da discussão.
Após uma crise de ciúmes, o delegado disse que iria voltar para Cáceres e a esposa disse que iria junto. Precisaram voltar depois que um deles esqueceu o documento.
Segundo o boletim de ocorrência feito pela esposa, Bruno teria xingado e a empurrado. A investigadora revidou mordendo o marido. Neste momento, ele pegou a arma dela, que estava no porta-luvas e teria feito três disparos, mas não na direção dela.
A mãe da vítima teria tentado ajudar e foi empurrada, por isso teria dito que iria na delegacia. O delegado saiu de carro, se adiantou e fez o registro contra a esposa, alegando que ela queria matá-lo.
Histórico violento
Conforme o boletim de ocorrência da investigadora, o marido é muito ciumento e já teria antes praticado diversas violências contra ela.
Segundo informações, o casal já vinha passando por situações complicadas no relacionamento, mas, esperava que a situação melhorasse.
Quando procurado para se posicionar a respeito do assunto, o delegado Bruno preferiu não se manifestar sobre o caso.
Polícia
Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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