OBRAS BRT
DUAS NOVAS INTERVENÇÕES MUDAM O TRÂNSITO NA AV DA FEB NESTA QUARTA E SEXTA-FEIRA
Aqueles que se utilizam da Avenida Vereador Abelardo Azevedo do bairro para a Avenida da FEB poderão acessar a mesma apenas a direita no sentido Cuiabá, ficando proibido atravessar a FEB para ir no sentido Centro de Várzea Grande/Aeroporto.
Política
Primeira intervenção começou em 10 de janeiro; nesta quarta-feira (24), começa a segunda intervenção e na sexta-feira (26), a terceira. Vias alternativas foram disponibilizadas para evitar engarrafamentos
Duas novas obras do BRT (BUS RAPID TRANSIT) executado pelo Governo do Estado vão promover mais intervenções, a partir desta quarta-feira, 24 de janeiro e da próxima sexta-feira, 26 de janeiro.
A primeira intervenção de 2024 e que se encontra em curso, desde o dia 10 deste mês, se trata das obras de drenagem no sentido Várzea Grande/Cuiabá, mais precisamente na Ponte do Porto, no acesso a Alameda Júlio Muller.
A segunda intervenção, desta vez, será no sentido Cuiabá/Várzea Grande para implantação da Estação de Embarque e Desembarque Vereador Abelardo Azevedo, realocação da Rede de Energia Elétrica e de Iluminação Pública, do lado direito de quem segue com destino ao Centro de Várzea Grande e ao Aeroporto, além de obras complementares.
Essa intervenção vai da rotatória que dá acesso ao bairro Construmat atravessando a Avenida da FEB, pela Avenida Vereador Abelardo Azevedo (Fort Atacadista), até a Rua da Habilitação, próximo ao Viaduto Isabel Campos sob a Avenida da FEB e que interliga as Avenidas Dom Orlando Chaves (Grande Cristo Rei) a Avenida Miguel Sutil em Cuiabá.
Para isto, o trânsito será desviado da Avenida da FEB, para as pistas de concreto e de futura rodagem do BRT para que as obras previstas pelo Consórcio Construtor BRT Cuiabá/Várzea Grande, formado pelas empresas Nova Engevix Engenharia e Projetos S.A., Heleno & Fonseca Construtécnica S.A. e Cittamobi Desenvolvimento em Tecnologia Ltda que venceu o processo licitatório do Governo do Estado em 2022, com uma proposta de R$ 468.031.500,00, o que representa um desconto de 2,59% em relação ao valor de referência da obra, que era de R$ 480.500.531,82, sejam executadas.
Aqueles que se utilizam da Avenida Vereador Abelardo Azevedo do bairro para a Avenida da FEB poderão acessar a mesma apenas a direita no sentido Cuiabá, ficando proibido atravessar a FEB para ir no sentido Centro de Várzea Grande/Aeroporto.
Neste caso que está no Bairro Construmat e adjacência no Grande Cristo Rei, deve optar como alternativa para o centro de Várzea Grande ir pelas ruas e avenidas alternativas até acessar a 31 de Março na lateral do Aeroporto Marechal Rondon.
Já a terceira intervenção que se inicia na sexta-feira, 26 de janeiro, vai no sentido Várzea Grande para Cuiabá, desde o Viaduto Isabel Campos, passando pela FEB Saúde até o acesso a Avenida Dom Orlando Chaves que dá acesso tanto ao Grande Cristo como a Avenida Miguel Sutil em Cuiabá pela Ponte Elisa Bocaiúva ou, mas conhecida como Ponte Nova.
Nesta terceira intervenção, o trânsito também será desviado da Avenida da FEB para a pista central de concreto por onde futuramente passará o BRT e contempla obras complementares de Estação de Embarque e Desembarque, Realocação da Rede de Energia Elétrica e de Iluminação Pública.
O coordenador de Mobilidade Urbana da Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana de Várzea Grande, Cidomar Arruda Vello, assinala que as obras são parte do projeto original e mais equipes de trabalho estão sendo colocadas pelo Consórcio Construtor BRT Cuiabá/Várzea Grande para que elas tenham o prazo de execução acelerados e sem perda da qualidade.
“Passamos a exigir mais celeridade e mais pessoal para que o impacto no dia a dia da população seja o menor possível, sem nos descuidar da qualidade das obras que são fundamentais para a mobilidade urbana das duas principais cidades de Mato Grosso”, disse Cidomar Arruda.
Ele ponderou ainda que tanto as equipes do Governo do Estado quanto de Várzea Grande trabalham juntas para facilitar o dia a dia dos usuários do transporte coletivo e para os condutores de veículos. “Reunimos o pessoal técnico e mais as forças policiais como a Polícia Militar, a Guarda Municipal para que o trânsito possa fluir dentro das possibilidades de forma mais célere”, explicou o coordenador.
Ele lembrou ainda que desde o início das obras de implantação do BRT, diversos desvios pelos bairros foram definidos em ambos os lados das Avenida da FEB, como forma alternativa para aqueles transitam entre Várzea Grande e Cuiabá, procurando assim evitar a formação de engarrafamentos.
“Nosso trabalho sempre foi no sentido de evitar o máximo de transtorno para os usuários do transporte coletivo e condutores de veículos. As obras do BRT estão voltadas para melhorar os serviços prestados a população e para valorizar Várzea Grande e Cuiabá que foram penalizadas com as obras da Matriz de Mobilidade da Copa do Mundo de 2014”, disse Cidomar Arruda Vello.
Galeria







Política
Retrospectiva: Câmara aprovou no primeiro semestre regras para definir valor da pensão alimentícia
A Câmara dos Deputados aprovou no primeiro semestre novas regras para pensão alimentícia. De autoria da deputada Maria Arraes (PSB-PE), o Projeto de Lei 2121/25 foi aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e seguiu para o Senado.
O projeto estabelece critérios para definir o valor da pensão alimentícia do filho com até 18 anos, tendo como alimentante o pai ou a mãe.
A proposta altera o Código Civil e diz que a fixação do valor deverá levar em conta a sobrecarga de quem tem a guarda de criança ou adolescente e o comprovado abandono afetivo pelo pai ou pela mãe pagador da pensão.
Criança com TDAH
Neste semestre, a Câmara dos Deputados aprovou ainda projeto de lei que institui a Política Nacional de Atenção às Pessoas Diagnosticadas com Transtornos do Neurodesenvolvimento, com foco em pessoas com dificuldades de aprendizagem.
O texto, dos deputados Alex Manente (Cidadania-SP), Amom Mandel (Republicanos-AM) e Any Ortiz (PP-RS), foi enviado ao Senado com a relatoria da deputada Andreia Siqueira (PSB-PA).
Segundo o Projeto de Lei 4225/23, pessoas com dislexia, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou outros transtornos de aprendizagem contarão com adaptações na realização de provas no ambiente escolar, em concursos públicos, processos seletivos e avaliações.
Esse público deverá ter acesso, por exemplo, a:
- tempo adicional para as avaliações;
- ambiente com menos estímulos para distraí-los;
- oferta de pessoa para ler (ledor) o material;
- recursos tecnológicos de apoio; e
- flexibilização de formatos de prova, observadas as normas específicas de cada sistema de ensino ou de seleção.
As regras serão aplicáveis à educação básica, à educação profissional e tecnológica e à educação superior, bem como às políticas de qualificação profissional e de inserção no trabalho, sem prejuízo de outros direitos previstos em legislação específica.
Passaporte estudantil
Estudantes de baixa renda que realizem estudos ou pesquisas no exterior poderão contar com isenção de taxas para emissão de passaportes e outros documentos de viagem.
A Câmara aprovou a regra por meio do Projeto de Lei 861/19. O texto teve origem no Senado e retornou àquela Casa para nova votação, por ter sido modificado pelos deputados.
O texto foi relatado pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) e beneficia estudantes que pertençam a famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e que tenham renda familiar mensal de até três salários mínimos.
Pais de PCD
A Câmara dos Deputados aprovou a redução da jornada de trabalho, sem prejuízo salarial, para pais de pessoas com deficiência. O Projeto de Lei 2458/25, da deputada Laura Carneiro, foi aprovado em caráter conclusivo na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e será enviado ao Senado.
Segundo o texto, a norma valerá para trabalhadores contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A necessidade e o percentual da redução da jornada serão definidos por avaliação biopsicossocial, realizada pelo menos a cada dois anos. Conforme o resultado, o benefício poderá ser ampliado, mantido, reduzido ou suspenso.
Foto: Valquir Kiu Aureliano/Prefeitura de Curitiba
Comunidade terapêutica em Curitiba, Paraná
Acolhimento por drogas
Foi aprovado pela Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 1822/24, que permite o acolhimento voluntário de crianças e adolescentes usuários ou dependentes de drogas em comunidades terapêuticas. A proposta agora está em análise no Senado.
De autoria do deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA), o texto teve a relatoria do deputado Dr. Fernando Máximo (PL-RO).
Segundo o texto, as comunidades terapêuticas acolhedoras poderão realizar esse acolhimento para tratamento por dependência química em conjunto com os pais ou responsáveis legais.
O acolhimento conjunto deverá ser feito em instituições credenciadas e não substitui nem dispensa a frequência da criança ou adolescente à escola básica obrigatória. A exceção é se houver ameaça comprovada à sua vida ou à sua integridade física por parte de organizações criminosas ou grupos de tráfico de drogas em decorrência de envolvimento anterior.
Nesse caso, sua salvaguarda será garantida com decisão judicial ou laudo médico que permita a restrição de circulação em vias públicas durante o programa de tratamento. O estudo continuaria no próprio estabelecimento terapêutico ou em modalidade de ensino compatível com a condição de segurança pretendida.
Essas instituições de acolhimento deverão assegurar a separação entre as crianças e adolescentes dos adultos, em especial no alojamento, dormitório, instalações sanitárias e espaços de tratamento.
Outra modalidade de tratamento é a internação assistida, que deverá ocorrer com o consentimento dos pais ou responsáveis legais e a concordância do adolescente entre 12 e 18 anos, conforme definição do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A diferença em relação à modalidade hoje existente, denominada voluntária, é que o novo tipo não dependerá de declaração escrita e seu término não está vinculado explicitamente a laudo médico ou pedido escrito da pessoa sob tratamento.
Sofrimento animal
A Câmara dos Deputados também aprovou o projeto de lei que proíbe a produção e a comercialização de produtos obtidos por meio de alimentação forçada de animais – como o foie gras. O texto aguarda sanção presidencial.
Foie gras é o nome dado ao fígado gordo de pato ou ganso, iguaria da culinária francesa obtida com a alimentação forçada desses animais.
Aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, o Projeto de Lei 90/20 é oriundo do Senado e prevê penas de detenção de três meses a um ano e multa pelo descumprimento da norma, além de outras sanções estabelecidas na Lei dos Crimes Ambientais.
A proibição abrangerá tanto os produtos in natura quanto os enlatados obtidos por meio do gavage, método de alimentação forçada com a introdução de um tubo na garganta da ave, o que leva à hipertrofia do fígado.
A comercialização dos produtos obtidos já é proibida em alguns países, como Argentina, Austrália e Índia. O texto foi relatado pelo deputado Fred Costa (PRD-MG).
Tarifa mínima de água
A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe a cobrança de tarifa mínima de consumo pelos serviços públicos de água e esgoto.
O Projeto de Lei 1845/25, do deputado Carlos Jordy (PL-RJ), altera a Lei do Saneamento Básico e agora está em análise no Senado. O texto foi relatado pelo deputado Kim Kataguiri (Missão-SP).
Segundo o projeto, somente uma das opções da Norma de Referência 13/25, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), vai bancar os custos recorrentes do serviço que não dependem do volume consumido: a tarifa fixa e básica sem franquia de consumo.
Atualmente, a norma de referência traça regras gerais que devem ser seguidas pelas agências reguladoras da prestação do serviço nos estados e permite o uso de uma parcela fixa calculada com base em uma franquia de consumo mínimo. Nessa situação, quer o usuário tenha ou não tenha consumido o volume definido, ele é cobrado em toda conta.
No entanto, o texto aprovado pelos deputados continua a remeter à norma de referência da ANA a definição dos parâmetros para calcular esse valor fixo.
A parcela variável conforme o volume consumido continua a fazer parte da composição total da tarifa final. Desde que haja disponibilidade regular do serviço ao usuário, a parcela fixa não dependerá da existência de consumo efetivo.
Seguro-defeso
Com a aprovação da Medida Provisória 1323/25, a Câmara dos Deputados fixou novas condições de cadastro e identificação para evitar fraudes no pagamento do seguro-defeso.
Convertida na Lei 15.399/26, a MP também autoriza a quitação das parcelas pendentes em 2026 se o beneficiário atender aos requisitos exigidos em lei.
Segundo o texto, para ter direito ao benefício de anos anteriores, o interessado deve tê-lo solicitado dentro dos prazos legais. O pagamento ocorrerá em até 60 dias depois da regularidade plena do pescador no programa.
Para 2026, o total do seguro-defeso previsto, exceto esses atrasados, é de R$ 7,9 bilhões.
Além disso, o texto prorroga, até 31 de dezembro de 2026, o prazo para os pescadores artesanais apresentarem o já exigido Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira (Reap) referente aos anos de 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025.
Pescadores artesanais habilitados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e suas associações e cooperativas contarão com os mesmos encargos financeiros de custeio e investimento usados nos programas de reforma agrária, inclusive bônus ou redutores.
Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Roberto Seabra
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