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Santa Casa possui 6% dos leitos ocupados com pacientes em tratamento da Covid-19

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Mato Grosso

Da Redação

A taxa de ocupação dos leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e da enfermaria no Hospital Estadual Santa Casa para atendimento de pacientes em tratamento da Covid-19 ainda é baixa. Os números informados pela direção da unidade, nesta segunda-feira (04.05), confirmam que dos 30 leitos de UTI, apenas dois estão sendo utilizados, o que corresponde a 6% da utilização.  

Ainda de acordo com as informações repassadas pela diretora Patrícia Dourado, a baixa ocupação também é registrada na enfermaria, que tem oito pacientes com suspeita de coronavírus e aguardam o resultado dos exames.

O balanço mensal dos atendimentos realizado no hospital mostrou que, durante o mês do abril, 35 pessoas receberam algum tipo atendimento; exames, consultas, coleta de material para exame de coronavírus e tratamento na ala destinada para o enfrentamento da Covid-19.

Para receber os pacientes para tratamento da Covid-19, o Hospital Estadual Santa Casa passou por uma readequação estrutural que foi finalizada na segunda quinzena do mês de abril. A unidade dispõe de 147 leitos exclusivos para o tratamento de pessoas infectadas, sendo 30 de UTI e 110 de enfermarias.

Capacidade de atendimento

Em Mato Grosso, os dados do último boletim da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) mostram que 98 dos leitos de UTIs estão disponíveis, com taxa de ocupação em 5,8%, ou seja, seis pacientes internados. O documento mostra ainda que 400 leitos clínicos estão disponíveis, com taxa de ocupação de 0,7%. O documento pode ser acessado neste link (Boletim informativo n°56).

Os baixos índices colocam Mato Grosso no ranking dos estados brasileiros com menor taxa de ocupação dos leitos. Além disso, o Governo trabalha para ampliar sua estrutura para ofertar mais leitos no atendimento a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

No final do mês de abril, o governador Mauro Mendes e o secretário estadual de Saúde Gilberto figueiredo, levaram ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado a planilha com o número de leitos para o atendimento de pacientes com a Covid-19.

Consta na relação que serão 1.273, entre enfermaria e Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para os pacientes com coronavírus. Destes, 326 são leitos de UTI. Todos para prestar atendimento exclusivo para os pacientes diagnosticados com Covid-19.

 

 

Foto: Marcos Vergueiro/Secom-MT

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Município regulariza medição da qualidade da água após TAC

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O Município de Itiquira (a 361 km de Cuiabá) regularizou o monitoramento da potabilidade da água fornecida à população, incluindo a análise de metais pesados e agrotóxicos. A medida atende compromisso firmado com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da Promotoria de Justiça de Itiquira, em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado em maio deste ano no âmbito da política municipal de saneamento.As amostras foram coletadas em 12 pontos do sistema de abastecimento, sendo 11 locais de captação e a Estação de Tratamento de Água (ETA). Os exames contemplaram todos os parâmetros exigidos pela Portaria GM/MS nº 888/2021, do Ministério da Saúde, e apontaram resultados dentro dos padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação.Segundo a Promotoria de Justiça, as análises realizadas anteriormente não incluíam alguns dos agrotóxicos mais utilizados na região e previstos no Anexo 9 da Portaria GM/MS nº 888/2021. Com a regularização do monitoramento, o controle passa a contemplar esses parâmetros.Além dos exames realizados por laboratório contratado pelo município, a Promotoria de Justiça de Itiquira solicitou ao Centro de Apoio Operacional às Execuções (CAEx) do MPMT a realização de uma contraprova. O objetivo é verificar se os resultados obtidos pelo laboratório privado são confirmados por análise independente.Nesta sexta-feira (2), representantes da Prefeitura de Itiquira, do Ministério Público e o professor doutor Domingos Sávio Barbosa, do Laboratório de Química Ambiental da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), reuniram-se para discutir a possibilidade de implantação de um monitoramento contínuo da qualidade da água, por meio de parceria com a instituição de ensino.Para o promotor de Justiça Claudio Angelo Correa Gonzaga, o avanço representa o cumprimento de uma demanda histórica da instituição e um importante passo para a proteção da saúde pública.“Essa é uma demanda antiga do Ministério Público. Houve compromissos firmados anteriormente e repactuados neste ano, mas o monitoramento era realizado de forma intermitente ou incompleta. Agora, o município avança para regularizar definitivamente a situação. Em um estado com uso intenso de agrotóxicos, é fundamental que a população tenha acesso a informações confiáveis sobre a qualidade da água que consome. O desafio é transformar essas análises em uma rotina permanente e fortalecer a transparência, permitindo que cada cidadão também exerça o papel de fiscal”, destacou.Transparência – Conforme previsto no TAC, todos os relatórios das análises ficarão disponíveis para consulta pública no site da Prefeitura de Itiquira. A medida busca garantir transparência e possibilitar o acompanhamento dos resultados pela sociedade. Eventuais reclamações ou inconsistências identificadas nos relatórios poderão ser comunicadas à Promotoria de Justiça de Itiquira por meio da Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso, inclusive de forma sigilosa.

Foto: Reprodução Instagram.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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